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22 de janeiro de 2014

Tomar sol reduz a pressão arterial e reduz risco cardíaco

Há algum tempo, médicos e cientistas vêm alertando para o que parece ser uma radicalização na propaganda e no uso dos filtros solares.
Esse exagero no uso de filtros solares está causando deficiência de vitamina D na população, um problema que parece ser particularmente grave entre os jovens brasileiros.
Agora se comprovou que a exposição da pele à luz solar, mesmo quando não atua diretamente na sintetização da vitamina D, ajuda a reduzir a pressão arterial e o risco de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral.

"Pode ser um momento oportuno para reavaliar os riscos e os benefícios da luz solar para a saúde humana e reconsiderar as atuais recomendações de saúde pública." [Imagem: University of Southampton]
Sol, óxido nítrico e coração
Pesquisadores das universidades de Southampton e Edimburgo (Reino Unido) descobriram que a luz solar altera os níveis de uma pequena molécula mensageira, o óxido nítrico (NO), na pele e no sangue, reduzindo a pressão arterial.
É bem documentado que a pressão arterial e as doenças cardiovasculares variam de acordo com a época do ano e a latitude, com níveis mais elevados observados no inverno e em países mais distantes do equador, onde a radiação ultravioleta do sol é menor.
"O óxido nítrico, junto com os produtos dele derivados, que são abundantes na pele, está envolvido na regulação da pressão arterial. Quando expostas à luz solar, pequenas quantidades de óxido nítrico são transferidas da pele para a circulação, diminuindo o tônus dos vasos sanguíneos. Assim a pressão arterial cai, o mesmo acontecendo com o risco de ataque cardíaco e derrame," afirmam os doutores Martin Feelisch e Richard Weller no estudo publicado noJournal of Investigative Dermatology.
Embora evitar o exagero da exposição ao sol seja importante para prevenir o câncer de pele - o que é válido sobretudo para pessoas de pele muito clara e com histórico de câncer de pele na família -, os autores deste estudo sugerem que minimizar a exposição à luz do sol também pode ser algo negativo, aumentando o risco de condições relacionadas com as doenças cardiovasculares.
As doenças cardiovasculares, frequentemente associadas com a hipertensão arterial, são responsáveis por 30% das mortes em todo o mundo.

Raios UVA
Propagandas de filtros solares à parte, as conclusões do estudo científico mostram que a exposição aos raios ultravioleta A (UVA) dilata os vasos sanguíneos, reduz significativamente a pressão arterial e altera os níveis de óxido nítrico na circulação sanguínea, sem alterar os níveis de vitamina D.
Os experimentos indicaram que estoques de óxido nítrico nas camadas superiores da pele estão envolvidos na mediação de todos esses efeitos.
"Estes resultados são significativos para a discussão acerca dos potenciais benefícios à saúde da luz do sol e do papel da vitamina D neste processo. Pode ser um momento oportuno para reavaliar os riscos e os benefícios da luz solar para a saúde humana e reconsiderar as atuais recomendações de saúde pública," disse o professor Feelisch.
"Evitar o excesso de exposição à luz solar é fundamental para prevenir o câncer de pele, mas não ser exposto a ele de forma nenhuma, por medo ou como resultado de um certo estilo de vida, pode aumentar o risco de doença cardiovascular. E, com exceção da saúde óssea, os efeitos da suplementação oral de vitamina D têm sido decepcionantes," conclui ele.

Fonte: Diário da saúde - 21.01.2014
Nota deste blog: O sol é vida; privar-se dele é fugir do contato com a natureza, com o Deus Criador. Se o sol causasse mesmo câncer de pele, os animais que vivem soltos ao ar livre também contrairiam o câncer. Uma boa nutrição com antioxidantes a base de carotenóides, licopeno, luteína e alguns aminoácidos, bem como o óleo de coco passado sobre a pele faz bem seu trabalho de proteção dos raios solares. Devemos proteger sim as áreas mais sensíveis, mas pelo menos 10 minutos diários nos braços e pernas é essencial para a síntese da vitamina D.

7 de outubro de 2013

Azeite extra-virgem - Reconstrutor de ossos


Guarde bem este nome: oleuropeína.  A substância, encontrada no azeite de oliva extravirgem, é a nova arma da nutrição para evitar e combater a osteoporose, doença que acelera a perda de massa óssea.

O cálcio que se cuide, porque seu posto solitário de melhor companheiro do esqueleto anda ameaçado. Calma, o mineral não vai perder seu lugar de destaque como protetor dos ossos - muito longe disso. A questão é que a ciência descobre fortes concorrentes para dividir com ele essa prestigiada posição. É o caso da oleuropeína, presente no azeite de oliva. Um estudo da Universidade de Córdoba, na Espanha, revela que esse tipo de polifenol aumenta a quantidade de osteoblastos, células que fabricam osso novinho em folha. Consumi-la, portanto, traria imensas vantagens para manter o arcabouço do corpo em pé ao longo da vida.

"O tecido ósseo é dinâmico, destruído e construído constantemente", explica o geriatra Rodrigo Buksman, do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, em Brasília. Os osteoblastos ajudam justamente a realizar a reconstrução. É como se fossem a massa corrida colocada na parede para tapar os furos que aparecem com o tempo. Sem essas células, os buracos ficam maiores, os ossos se enfraquecem e cresce o risco de fraturas. O envelhecimento e a menopausa provocam uma queda na concentração de osteoblastos no organismo. Daí a importância da reposição desses construtores, que recebem um belo reforço com a inclusão do azeite de oliva extravirgem no dia a dia, a melhor fonte de oleuropeína.  "Aos 30 anos nosso corpo atinge a quantidade máxima de massa óssea e, a partir daí, começa a perdê-la", nota o ortopedista Gerson Bauer, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Por isso é que se diz que a prevenção da osteoporose se inicia muito antes da maturidade. "Essa doença se caracteriza pela diminuição progressiva da densidade óssea, o que torna os ossos mais frágeis e propensos às fraturas", arremata a nutricionista Clarisse Zanette, mestre em ciências médicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Com o azeite, no mínimo, esse processo destrutivo demora mais tempo para ocorrer. E, se alguém quiser substituir sua fonte de oleuropeína de vez em quando, saiba que existe mais uma opção. "A substância também é fornecida pela azeitona, de onde o óleo é extraído", diz Clarisse.

Não são apenas os ossos que se deliciam quando saboreamos um prato regado a azeite. O coração também se beneficia, porque suas veias e artérias ficam livres de entraves. "A gordura monoinsaturada, principal constituinte do óleo, interfere nos receptores do fígado que captam o colesterol circulante", explica o cardiologista Daniel Magnoni, do Hospital do Coração, em São Paulo. "Assim, há uma redução nas taxas da sua versão ruim, bem como de sua quantidade total." Já os compostos fenólicos do azeite diminuem a oxidação do colesterol, processo crucial para a formação das placas que obstruem as artérias e causam as doenças cardiovasculares. "Esse poder se deve à sua intensa atividade antioxidante", justifica a cardiologista Paula Spirito, do Hospital Copa D'Or, no Rio de Janeiro. "Esses compostos impedem que os radicais livres - moléculas que provocam danos às células - oxidem o colesterol e contribuam com o aparecimento de placas nos vasos." A circunferência abdominal é outra que agradece o consumo do azeite. É que o alimento ajuda a evitar a inflamação de uma área do cérebro chamada hipotálamo. A inflamação é provocada por dietas ricas em gorduras saturadas, presentes nas carnes e nos produtos de origem animal. Como o hipotálamo é o órgão responsável pelo controle da fome e do gasto energético, não é um exagero dizer que o óleo de oliva auxilia a manter a harmonia na massa cinzenta e, assim, a afastar os quilos a mais. Além disso, ele acelera a produção de um hormônio chamado GLP 1, que age no cérebro aumentando a saciedade e reduzindo o apetite.

A oleuropeína - voltamos a falar dela - tem participação no pelotão antiinflamatório. "Esse polifenol tem propriedades antioxidantes significativas, inibe a agregação de plaquetas e reduz a formação de moléculas inflamatórias em todo o corpo", afirma a nutricionista Mércia Mattos, da Faculdade de Medicina de Marília, no interior paulista. Tantas propriedades se refletiriam em um menor risco de uma porção de males, entre eles infartos e derrames. Por falar em proteção, vale destacar, ainda, que esse antioxidante também resguarda as mitocôndrias, estruturas dentro das células responsáveis pela obtenção de energia - dessa forma, fica mais difícil uma célula se aposentar antes da hora.

Quando regamos o prato com azeite extravirgem, porém, não ganhamos apenas boas doses de oleuropeína. O tempero é uma ótima fonte de vitamina E. "Esse nutriente retarda o envelhecimento das células, diminuindo o risco de tumores e doenças do coração", aponta a nutricionista Soraia Abuchaim, do Conselho Regional de Nutricionistas do Rio Grande do Sul. O melhor é que, para desfrutar de tudo isso, bastam 2 colheres por dia. Mas tem que ser do tipo extravirgem, que concentra maiores teores da substância. De preferência, use-o em saladas e ao finalizar pratos quentes - o azeite não gosta de calor e, se for lançado ao fogo, perde grande parte de suas qualidades. E só o sabor, nesse caso, não basta, certo?

Fonte: Amigos da Cura

16 de junho de 2013

VITAMINA D E A EXPOSIÇÃO AO SOL




  (Compilado por Mike Adams, com base em uma entrevista com o Dr. Michael Holick, autor do livro a "The UV Advantage)

 A vitamina D evita a depressão, osteoporose, câncer da próstata, câncer da mama e, até mesmo efeitos do diabetes e obesidade. A vitamina D é talvez o nutriente mais subestimado no mundo da nutrição. Isso é provavelmente porque é "gratuita": seu corpo a produz quando a luz solar atinge a sua pele. As empresas farmacêuticas não podem lhe vender a luz solar, por isso não há promoção dos seus benefícios à saúde.

A maioria das pessoas não sabe estes fatos verdadeiros sobre a vitamina D:
1. A vitamina D é produzida pela pele em resposta à exposição à radiação ultravioleta da luz solar natural.
2. Os saudáveis raios de luz solar natural que geram a vitamina D em sua pele não atravessam o vidro e, por isto, seu organismo não produz vitamina D quando você no carro, escritório ou em sua casa.
3. É quase impossível conseguir quantidades adequadas de vitamina D a partir da dieta. A exposição à luz solar é a única maneira confiável para seu corpo dispor de vitamina D.
4. Seria necessária a ingestão diária de dez copos grandes de leite enriquecido com vitamina D para obter os níveis mínimos necessários de vitamina D.
5. Quanto maior a distância da linha do equador e o lugar onde você vive, maior será a exposição ao sol necessária para gerar vitamina D. Canadá, Reino Unido, a maior parte dos EUA estão longe do equador e maior parte do Brasil está perto do equador.
6. Pessoas com a pigmentação escura da pele podem precisar de 20-30 vezes mais exposição à luz solar do que pessoas de pele clara para gerar a mesma quantidade de vitamina D. Por isto, também, o câncer de próstata é muito frequente entre homens negros – é a simples deficiência generalizada de luz solar.
7. Níveis suficientes de vitamina D são essenciais para a absorção de cálcio nos intestinos. Sem vitamina D suficiente, seu corpo não pode absorver o cálcio, tornando os suplementos de cálcio inúteis.
8. A deficiência crônica de vitamina D não pode ser revertida do rapidamente. São necessários meses de suplementação de vitamina D e de exposição à luz solar para "reconstruir" os ossos e o sistema nervoso.
9. Mesmo filtros solares fracos (FPS = 8) bloqueiam em 95% a capacidade do seu corpo de gerar vitamina D. É por isto que o uso constante de protetores solares provocam deficiência crítica de vitamina D.
10. A exposição à luz solar não gera a produção excessiva de vitamina D em seu corpo, porque ele se auto-regula e produz apenas a quantidade que necessita.
11. Se a pressão firme do seu osso esterno dói, você pode estar sofrendo de deficiência crônica de vitamina D.
12. A vitamina D é "ativada" pelos rins e fígado, antes de ser usada pelo organismo e, por isto, doenças renais ou hepáticas podem prejudicar muito a ativação da vitamina D circulante.
13. A indústria de protetores solares não quer que você saiba da necessidade de exposição ao sol, porque esta revelação significaria a queda nas vendas de seus produtos.
14. A vitamina D é um poderoso "remédio" que o seu próprio corpo produz inteiramente de graça e sem necessidade de prescrição médica!
15. Algumas substâncias denominadas "antioxidantes" aceleram muito a capacidade do organismo para lidar com luz solar, sem que ela nos provoque danos e permitem que você fique exposto ao sol duas vezes mais tempo sem se danos. Um exemplo de tais antioxidantes é a astaxantina, poderoso "filtro solar interno". Outras fontes de antioxidantes similares são algumas frutas (açaí, romã, mirtilo, etc.), algumas algas e alguns crustáceos do mar (camarão, "krill", etc.)

 Fonte: http://www.puravida.com.br/artigos-do-mes/sobre-a-vitamina-d-e-exposicao-ao-sol/
 
Créditos da imagem: www.bambuchuveroso.com.br

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