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17 de agosto de 2018

Os Benefícios do óleo de Tea Tree (melaleuca)

 
As propriedades medicinais do óleo de tea tree são conhecidas por centenas de anos pela tribo australiana de aborígines Bundialung. Eles tratavam muitas afecções com macerados das folhas da árvore e costumavam nadar na lagoa onde as folhas caídas haviam tornado a água um banho terapêutico.
 
Aromacologia
Traz sensação de clareza, limpeza e purificação.
 
Indicações: unha preta, com micoses, descamando ou encravada, pé de atleta (1 a 2 gotas 2 X ao dia no local por 1-2 meses) e seassociado meio a meio com o óleo de cravo da índia obtém-se resultados ainda melhores; sinusite infecciosa (inalações 3-6 gotas); garganta inflamada, laringite e amidalite (1-2 gotas num copo com água para gargarejo); caspa, seborréia (cerca de 25-40 gotas para cada 100ml de shampoo, lavar e deixar no cabelo por pelo menos 3 minutos); impetigo, ptiríase, psoríase, candidíase ou tricomoníase vaginal, coceira genital e nas virilhas, líquen (gel 0,5-2% uso local ou 3 gotas em 100ml água passando com algodão na área); herpes ou sapinho (puro no local); cistite, infecções em geral, candidíase reincidente, enterite, etc (2-3 gotas 3X ao dia em uma colher de sopa de água internamente, por cerca de 1 semana).
 
Dentre os diversos tipos de usos que o óleo possui, podemos dizer que o mais interessante é na eliminação de bactérias causadoras de infecções. Pesquisadores australianos demonstraram uma ação rápida em vitro, de menos de uma hora sobre todas as bactérias das colônias estudadas, em diluições que variavam de 0,5% até 1,25% conforme o tipo de microorganismo (veja tabela 3.8). Eles estudaram a ação do tea tree sobre um tipo de “supermicróbio”comumente resistente à meticilina ou MRSA, o taphylococcus aureus, uma bactéria hospitalar que não responde a antibióticos e mata pacientes em todo o mundo. Descobriram que apenas uma pequena quantidade do óleo de tea tree (uma concentração de 0.25%, equivalente a 5 gotas em 100ml água), foi suficiente para inibir o crescimento bacteriano;com o dobro da dosagem (0.5%), ele mata esta bactéria. Desta forma, não só o uso do tea tree na eliminação de infecções é válida, mas também seu uso na purificação de água e alimentos (como alternativa ao cloro) e no ar (em difusores ou ar condicionado) encontra grande valia.Uma das vantagens de se recomendar o óleo de tea tree como antiséptico, é que é impossível para um micróbio infeccioso criar resistência a ele. O óleo possui uma complexidade química tão grande, com mais de 100 componentes, que uma bactéria não consegue modificar seu sistema enzimático para lidar com isso. Esta é hoje uma das grandes vantagens do uso do tea tree em substituição aos antibióticos convencionais, que a cada dia perdem mais ação pelo fato dos micróbios estarem desenvolvendo resistência a seus efeitos, exigindo assim o uso de drogas cada vez mais fortes e prejudiciais.
Hoje o tea tree é considerado um recurso valioso dentro da odontologia no tratamento de doenças bucais e na prevenção da cárie. Pesquisadores brasileiros da Escola Dentária de Piracicaba (via UNICAMP), demonstraram ser o óleo de tea tree mais eficaz que a clorexidina e o óleo de alho no combate a bactérias bucais. Apesar de todos os três mostrarem atividade antimicrobial sobre Streptococci mutans, agente causador de cáries, somente o tea tree apresentou resultados nos outros tipos de bactérias. A clorexidina é em geral indicada para a redução da flora microbiana, sendo utilizada em produtos para desinfecção das mãos, tratamento de infecções na área bucal, genital e da pele. Sendo o tea tree de ação mais ampla que esta substância, o seu uso em soluções alcoólicas ou em gel para assepsia e tratamento dos problemas citados é uma alternativa de grande valia.
No tratamento da candidíase (Candida albicans) o tea tree é infalível. Experiências da Universidade de Hacettepe, Turquia, demostraram ser ele eficaz não só sobre a candidíase normal, mas também sobre a candidíase resistente aos medica-mentos usualmente utilizados como a fluconazola. Hoje a candidíase é um problema que ataca um grande número de pessoas, e uma das formas mais comuns tem sido a vaginal, que ocasiona coceiras e desconfortos. Outros estudos da Escola Médica da Universidade de Wayne, EUA, demonstraram em pesquisa similar um potencial do tea tree no tratamento da candidíase orofaringeal refratária à fluconazola em pacientes com AIDS. O herpes labial (Herpes simplex) é outro problema tratável com o óleo de tea tree em diluições de 6%.
O uso veterinário do tea tree é outra alternativa de valor. Ele demonstrou grande eficiência numa pesquisa alemã na eliminação de diferentes tipos de microorganismos (ex. Malassezia pachydermatis) cau-sadores de dermatite seborréica e micoses, especi-almente em cães e gatos.
O tea tree apresenta também bons resultados em caspa, queda de cabelo e seborréia, eliminando a maior parte das bactérias e fungos que vêm associados com estes problemas como Pityrosporum ovale e trichophyton sp. Já existem no mercado shampoos de tea tree empregados no tratamento de piolhos, o que dá excelentes resultados. Diluições de cerca de 5% mostraram-se muito úteis para isso e sem efeitos adversos.
O tea tree também demonstrou bons resultados em inflamações do ouvido (otite). Nós particularmente temos tido excelentes resultados com este óleo, principalmente quando casado com cipreste (Cupressus lusitanica) e/ou tomilho (Thymus vulgaris timol), no tratamento de inflamações (acne, abcessos e furúnculos), sendo para estes problemas utilizado puro no local ou diluído em álcool ou gel. 

Fonte: Fábián László Flégnér - Fitoaromatologista

21 de fevereiro de 2014

Óleo essencial de Pimenta Rosa



(Schinus terebinthifolius)      
Sinônimos: Pimenta rosa, pimenta vermelha, aroeira vermelha, pimenta brasileira, aroeira mansa.


          A aroeira-vermelha é nativa do Brasil.  A pequena semente do fruto da aroeira-vermelha, redondinha e lustrosa inscreve-se entre as muitas especiarias existentes e que são utilizadas essencialmente para acrescentar sabor e refinamento aos pratos da culinária universal.
            O sabor suave e levemente apimentado da aroeira-vermelha, bem como sua bonita aparência, de uso decorativo, permite o seu emprego em variadas preparações, podendo ser utilizada na forma de grãos inteiros ou moídos.  Introduzida na cozinha européia, com o nome de poivre rose (pimenta-rosa) a aroeira-vermelha acrescentou um gostinho tropical à nouvelle cuisine. Seu óleo essencial pode ser diluído em torno de 10 gotas para cada 100ml de azeite de oliva extra-virgem para dar um sabor todo especial a carnes, molhos e saladas, por não abafar o seu gosto sutil.
           O fruto contém mais de 5% de óleo essencial e as folhas mais de 2%.
        Em testes laboratoriais, o óleo essencial, assim como o extrato das folhas demonstra uma poderosa ação anti-fúgica contra numerosos fungos como a Candida albicans. O óleo essencial e as folhas clinicamente têm demonstrado atividade antibacteriana e antimicrobial em um grande número de bactérias e patógenos em numerosos estudos.
         Em 1996, uma patente americana foi criada para um produto feito com o óleo essencial de aroeira brasileira (pimenta rosa), como um remédio tópico de ação bactericida utilizado contra Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus para seres humanos e animais (um preparado para ouvido, nariz e peito). A mesma companhia criou uma outra patente em 1997 para um preparado similar usado para limpeza de pele e de ação anti-bactericida. Em muitos estudos invitro, extratos de folha da aroeira brasileira demonstram ação antiviral contra vírus de plantas e apresentam ser citotóxicos contra nove tipos de câncer.
         O óleo essencial (das folhas e frutos) é indicado em problemas circulatórios como varizes, hemorróidas e entupimento vascular. É eficaz em micoses, candidíase (uso local) e alguns tipos de protozoários intestinais. Possui ação regeneradora dos tecidos, sendo útil em escaras, queimaduras, dermatites, psoríases e outros problemas de pele. Tem ação cardiotônica (regula a arritmia e hipertensão, fortalecendo o coração).
           Externamente, o óleo essencial utilizado na forma de loções, gels ou sabonetes, é indicado para limpeza de pele, coceiras, espinhas (acne), manchas, desinfecção de ferimentos, micoses e para banho.
             Uso local puro ou em gel (3-6%). Uso interno de 3 gotas 3 X ao dia. Contra-indicações: Gravidez (estimula o útero) e hipotensão.

Fonte: Laszlo


10 de abril de 2011

Sálvia, orégano e tomilho melhoram o humor e depressão, aponta estudo

Apimentar e temperar os nossos pratos favoritos pode fazer bem não só para o paladar, mas principalmente para as funções neurais. As pesquisas ainda estão em andamento, mas há comprovação de que especiarias e ervas, como sálvia, orégano e tomilho, contém grandes quantidades de flavonóides, e estudos recentes sugerem que esses compostos que estimulam o funcionamento do cérebro podem ter efeitos sobre o humor.

Vários trabalhos mostraram que depois de ingerir uma cápsula de óleo de sálvia (comum e espanhola) voluntários imediatamente apresentaram melhor desempenho em exercícios nos quais deveriam lembrar palavras, principalmente em relação a pessoas que haviam ingerido placebo. Participantes que tomaram o óleo disseram que se sentiam mais concentrados, tranquilos e satisfeitos. Psicólogos da Universidade Nortúmbria em Newcastle, Inglaterra, descobriram que simplesmente cheirar o extrato de sálvia pode reproduzir alguns desses efeitos. Em julho de 2010, os pesquisadores relataram que pessoas que se submeteram a uma bateria de testes por computador numa sala aromatizada com sálvia comum apresentaram memória mais precisa que aqueles que realizaram os mesmos exames em ambiente desodorizado. Estes e outros estudos, entretanto, empregaram óleos essenciais - extrato concentrado da planta, usado em aromaterapia - e não as folhas de sálvia secas ou frescas usadas na culinária caseira. Ainda assim, os cientistas acreditam que comer regularmente a folha de sálvia pode produzir efeitos similares de estimular a memória, embora de modo mais moderado. A razão disso é que a planta é rica em hispidulina, um flavonóide que em estudos de culturas de células parece interagir com receptores de células cerebrais formando ácido gama-aminobutírico (GABA) - um neurotransmissor que afeta justamente a cognição e os estados de ânimo.

Flavonóides encontrados em outros temperos também podem comprovadamente, produzir mudanças observáveis no humor - pelo menos em roedores. Há poucos meses farmacologistas da Universidade Federal do Ceará relataram que o flavonóide carvacrol, presente em grandes quantidades nos óleos essenciais de orégano e tomilho, age como antidepressivo em camundongos. Depois de ingerir uma solução, os roedores se mostraram mais ativos ao tentar escapar do tanque de natação - usado para avaliar o estado de depressão dos animais, que quando mais deprimidos e apáticos menos se esforçam para vencer o desafio. Bloqueando diferentes reações químicas no cérebro de camundongos, os pesquisadores mostraram que os efeitos do carvacrol dependem de sua interação com a dopamina, um neurotransmissor envolvido na busca de recompensas. Ainda não está claro, no entanto, se ingerir pequenas quantidades de orégano e tomilho poderia melhorar o humor das pessoas, mas os cientistas esperam que isolando e estudando o carvacrol seja possível obter novas - e eficazes drogas antidepressivas.

Fonte: Revista Mente Cérebro, edição março/2011

23 de agosto de 2010

Óleo essencial de cipreste


O cipreste (cupressus sempervirens) é uma árvore alta, cônica, usada há milênios de anos que se dirige firmemente para o céu. Em todas as civilizações, o cipreste era considerado um símbolo de vida prolongada. Era, ao mesmo tempo, a árvore da vida e da morte. Seu nome vem do personagem grego Cyparissus. Cyparissus gostava de passear pelos bosques na companhia de um magnífico veado domesticado, dedicado a Apolo. Acontece que, por engano, Cyparissus mata o veado, seu amigo com uma flecha. Apercebendo-se de seu erro, fica inconsolável e lamenta-se tanto que Apolo transforma o caçador em árvore, dando-lhe o nome de cipreste, árvore do luto. "Sobre ti derramarei lágrimas - Tu serás o companheiro da dor e do luto". Daí a tradição ser a árvore usada em cemitérios, em coroas de velório. Foi usado também na construção de sarcófagos, pois era imune à putrefação.
Seu aroma é muito indicado para perdas, mudanças e transições. Trabalha o desapego, ajuda no combate ao medo da morte e combate o estresse.

Propriedades: adstringente, descongestionante, supurativo, antiinflamatório, vasoconstritor, cicatrizante, anti-reumático, febrífego.
Ação psicológica: restaurador dos nervos, sedativo.

Indicações terapêuticas: irritabilidade, nervosismo, ansiedade, atonia muscular, gripe, tosse com catarro, enurese, sistema circulatório (varizes, hemorróidas, hemorragia, celulite), retenção de líquido, menstruação abundante, pés cansados, suor nos pés, climatério, diarréia, furúnculos, acne, mau-hálito (desinfetante bucal), quelóides, queda de cabelo. Muito indicado também em drenagem linfática, dores musculares. Excelente também para tuberculose e asma emocional. 

Modo de usar: Banho de assento, escalda-pés, fricção, bandagem corporal, inalação, difusor, reflexologia (massagem dos pés com o óleo essencial diluído em carreador), com argila, diluído em gel para circulação, loção facial, massagem com óleo vegetal carreador. Em caso de sinusite pode-se fazer uma boa associação com o óleo de hortelâ no vaporizador, de sete a oito gotas cada e no nebulizador, uma gota de cada.
Cistos quase externos e hérnia de disco, pode-se usar puro no local.
O óleo essencial de cipreste é um óleo muito versátil e considerado um antibiótico forte como o Tea-tree.
O uso interno é indicado apenas em casos mais graves, como câncer, miomas, diverticulite, endometriose, síndrome de Chron e a dosagem varia para cada caso, devendo ser orientado pelo aromaterapeuta ou médico.

Contra-indicações: uso interno em grávidas, mastopatias. 
Sinergias: mistura bem com óleo essencial de bergamota, lavanda, rosa, zimbro, salvia, olíbano, limão.
Cuidados: O uso excessivo ou em altas dosagens pode provocar vertigens e sintomas de embriaguez.

Referências bibliográficas: Tudo sobre Aromaterapia, Roberto da Silva, Adão, Ed. Roca.

Conheça a planta que atrai boas energias

                             A  Zamioculca é uma planta originária da Tanzânia, na África .  Ela pertence à família das Araceae e seu nome ...