29 de setembro de 2015

Por que as estatinas são uma faca de dois gumes?

Com informações da American Physiological Society

Estatinas
O sucesso das estatinas na redução de eventos relacionados com a aterosclerose elevou rapidamente esses remédios à classe de "medicamentos maravilhosos", com alguns cientistas e médicos defendendo sua utilização mais ampla como uma terapia preventiva para as doenças cardiovasculares.
Usar estatinas, no entanto, pode ter efeitos colaterais, incluindo a perda de memória, problemas musculares e o aumento do risco de diabetes.
Um novo estudo publicado no American Journal of Physiology explica por que as estatinas são benéficas em alguns casos, mas não em outros.
Os autores destacam a importância de ponderar o risco individual quando se considera tomar estatinas como medida preventiva.

Células-tronco mesenquimais
 
A aterosclerose se desenvolve quando se formam placas no interior dos vasos sanguíneos, que podem levar a ataques cardíacos, acidente vascular cerebral e morte. As estatinas diminuem o risco bloqueando a produção de colesterol no fígado, reduzindo o chamado "colesterol ruim".
O que os pesquisadores descobriram agora é que o uso de estatinas a longo prazo impede que as células-tronco mesenquimais (MSCs), que são encontradas por todo o corpo, transformem-se em macrófagos.
Os macrófagos ingerem depósitos de gordura ao longo da parede dos vasos sanguíneos e atraem para o local da lesão mais macrófagos, outras células e proteínas que cuidam das inflamações. Isto pode reduzir a inflamação e melhorar a estabilidade das placas em pacientes com doença cardiovascular.

Inadequadas como medicamento preventivo
 
Mais ainda, as estatinas também impedem que as MSCs se tornem células dos ossos e cartilagens, aumentam o envelhecimento e a taxa de morte das MSCs e reduzem sua capacidade de reparar o DNA.
"Embora o efeito sobre a diferenciação dos macrófagos explique o lado benéfico das estatinas, seu impacto sobre outras propriedades biológicas das células-tronco dá uma nova explicação para os seus efeitos clínicos adversos," escrevem Reza Izadpanah e seus colegas da Universidade de Tulane (EUA).
Assim, de acordo com estes novos resultados, a terapia com estatinas beneficia indivíduos com aterosclerose, mas, por causa de seus efeitos sobre as células-tronco, podem não ser apropriadas como uma medida preventiva para aqueles que não têm doença cardiovascular, escreveram os pesquisadores.


21/09/2015  - Diário da Saúde

27 de abril de 2015

Tornozelos fortes evitam quedas

A fratura óssea é um dos principais riscos para os idosos. Para evitar quedas, é preciso exercitar os músculos certos. Os idosos perdem com frequência o equilíbrio devido aos tornozelos fracos. Para reforçar os músculos que o mantém ereto, sente-se numa cadeira, estique a perna em paralelo ao chão, flexione os dedos do pé o máximo possível para trás em direção ao tornozelo e aguente por 15 segundos. Repita por cinco vezes. Agora gire cada pé no sentido horário, formando um arco o mais largo possível, por cinco vezes. Pratique esses exercícios três ou quatro vezes por semana.

Fonte: Ni Maoshing, Dr.
Os Segredos da Longevidade
Editora Sextante




16 de novembro de 2014

Óleo de Ólibano





O Olíbano é uma árvore pequena ou arbusto com muitas folhas plumosas e pequenas flores brancas ou cor-de-rosa. Ele produz uma goma-resina. O óleo essencial é obtido da resina. Tem um cheiro balsâmico adocicado e é frequentemente queimado nas igrejas para propiciar a meditação e a prece. Segundo a bíblia, o olíbano, aliado ao ouro e à mirra, foram presentes dados a Jesus, embora devesse se tratar da resina e  não do óleo essencial que conhecemos hoje. Ele é usado como incenso na Índia e na China, sendo tradicionalmente queimado como uma oferenda aos deuses. Também é empregado como fixador na perfumaria. Existem relatos de casos em que o olíbano foi utilizado para aliviar a dor associada à artrite. Ele equilibra as emoções, produzindo uma maravilhosa sensação de serenidade.

Parte utilizada da planta: Gotas de goma-resina
Família botânica: Buseraceae
Processo de extração: Destilação a vapor. Um absoluto também é produzido.
Principais componentes químicos: Monoterpeno, hidrocarbonetos, tujona e acetato de octila.
País de origem: Omã, Somália, Etiópia e China. A goma-resina é geralmente destilada na Europa e na ìndia.
Nota: de fundo: Alta
Combina bem com Gerânio, Grapefruit, Lavanda, Laranja, Melissa, Patchuli, Pinheiro, Rosa e Sândalo.
Propriedades: Anti-inflamatório, antisséptico, citofilático e expectorante.

Indicações terapêuticas mais comuns

Problemas de pele: pele madura ou seca, cicatrizes e manchas.
Ação: Citado como estimulante de regeneração celular e também como auxiliar  no tratamento das estrias.

Sistema respiratório: Asma, bronquite, catarro, tosse, laringite e falta de ar.
Ação: Um bom óleo pulmonar, de modo que favorece a respiração e também ajuda o sistema imunológico a combater gripes e resfriados.

Sistema nervoso: Ansiedade, raiva, tensão nervosa e insegurança.
Ação: Desacelera e aprofunda a respiração, de modo que é citado como tendo propriedades de limpeza e purificação que ajudam a mente a liberar os bloqueios emocionais. Muito útil na meditação.

Segurança: Não é tóxico, irritante e nem sensibilizante. Não deve ser usado em mulheres grávidas durante o primeiro trimestre de gestação.

Referências bibliográficas: Guia Completo de Aromaterapia, Hoare Joanna, Editora Pensamento
Créditos da imagem: aromasdani.blogspot.com