10 de abril de 2011

Sálvia, orégano e tomilho melhoram o humor e depressão, aponta estudo

Apimentar e temperar os nossos pratos favoritos pode fazer bem não só para o paladar, mas principalmente para as funções neurais. As pesquisas ainda estão em andamento, mas há comprovação de que especiarias e ervas, como sálvia, orégano e tomilho, contém grandes quantidades de flavonóides, e estudos recentes sugerem que esses compostos que estimulam o funcionamento do cérebro podem ter efeitos sobre o humor.

Vários trabalhos mostraram que depois de ingerir uma cápsula de óleo de sálvia (comum e espanhola) voluntários imediatamente apresentaram melhor desempenho em exercícios nos quais deveriam lembrar palavras, principalmente em relação a pessoas que haviam ingerido placebo. Participantes que tomaram o óleo disseram que se sentiam mais concentrados, tranquilos e satisfeitos. Psicólogos da Universidade Nortúmbria em Newcastle, Inglaterra, descobriram que simplesmente cheirar o extrato de sálvia pode reproduzir alguns desses efeitos. Em julho de 2010, os pesquisadores relataram que pessoas que se submeteram a uma bateria de testes por computador numa sala aromatizada com sálvia comum apresentaram memória mais precisa que aqueles que realizaram os mesmos exames em ambiente desodorizado. Estes e outros estudos, entretanto, empregaram óleos essenciais - extrato concentrado da planta, usado em aromaterapia - e não as folhas de sálvia secas ou frescas usadas na culinária caseira. Ainda assim, os cientistas acreditam que comer regularmente a folha de sálvia pode produzir efeitos similares de estimular a memória, embora de modo mais moderado. A razão disso é que a planta é rica em hispidulina, um flavonóide que em estudos de culturas de células parece interagir com receptores de células cerebrais formando ácido gama-aminobutírico (GABA) - um neurotransmissor que afeta justamente a cognição e os estados de ânimo.

Flavonóides encontrados em outros temperos também podem comprovadamente, produzir mudanças observáveis no humor - pelo menos em roedores. Há poucos meses farmacologistas da Universidade Federal do Ceará relataram que o flavonóide carvacrol, presente em grandes quantidades nos óleos essenciais de orégano e tomilho, age como antidepressivo em camundongos. Depois de ingerir uma solução, os roedores se mostraram mais ativos ao tentar escapar do tanque de natação - usado para avaliar o estado de depressão dos animais, que quando mais deprimidos e apáticos menos se esforçam para vencer o desafio. Bloqueando diferentes reações químicas no cérebro de camundongos, os pesquisadores mostraram que os efeitos do carvacrol dependem de sua interação com a dopamina, um neurotransmissor envolvido na busca de recompensas. Ainda não está claro, no entanto, se ingerir pequenas quantidades de orégano e tomilho poderia melhorar o humor das pessoas, mas os cientistas esperam que isolando e estudando o carvacrol seja possível obter novas - e eficazes drogas antidepressivas.

Fonte: Revista Mente Cérebro, edição março/2011

27 de março de 2011

Será Saudável Beber Leite de Vaca?



Márcio Linck

A descoberta da fraude do leite em algumas cooperativas leiteiras de Minas Gerais e a suspeita de que em outras regiões do país possa haver mais adulterações do produto, tem deixado os consumidores bastante preocupados e receosos quanto ao seu consumo. Prova disso é a redução de 10 a 15% do consumo de leite em algumas regiões do Brasil.
Mas será que o leite, independente do acréscimo de soda cáustica, de água oxigenada e de outros ingredientes mais, pode ser considerado um alimento natural e saudável para o ser humano? Mesmo o leite puro, extraído diretamente da vaca, é apropriado para o consumo humano? Deve o ser humano, mesmo depois de adulto, continuar bebendo leite até morrer de velho? São questionamentos muito apropriados e oportunos para o momento. Se pararmos para pensar e refletir sobre determinados costumes e hábitos alimentares, perceberemos que o consumo de leite constitui-se numa permanente fraude e violação do mundo natural.
De todos os mamíferos, a espécie humana é a única que, mesmo depois de adulta, continua a comportar-se como filhote, pois permanece “mamando” até o final da vida. E um leite que não é o de sua espécie, pois cada fêmea do reino animal produz, através de suas glândulas mamárias, o alimento apropriado aos filhotes por ela gerados. Até hoje não conheço nenhum humano que tenha sido gerado por uma vaca! Muito menos por uma vaca leiteira!  Na realidade não existe vaca leiteira, já que as mesmas são estimuladas através de hormônios e mecanicamente forçadas a produzir dez vezes mais leite que a sua natureza permitiria.
É preciso observar que todos os filhotes mamíferos abandonam a fase do leite na medida em que começam a ingerir alimentos sólidos. Com o ser humano deveria ocorrer o mesmo, já que, em média, aos três anos, ele já não possui as enzimas necessárias (Renina e Lactase) para decompor e digerir o leite. Não sendo um alimento natural, e devido à sua composição (alto teor de gordura, caseína, e milhões de células somáticas conhecidas como PUS) e à sua contaminação com fezes e pesticidas, não é à toa que o leite seja considerado um dos principais fatores no desenvolvimento de mucosas, alergias, bronquites, asmas, tuberculose, doenças coronárias, obesidade, diverticulite e diabetes.
Devido à presença do hormônio natural IGF-1 no leite de vaca (importantíssimo para o crescimento acelerado do bezerro), foi constatado que ele atua no organismo humano como catalisador na proliferação de cancros da mama, da próstata e do cólon.
Também é importante destacar que as nações com maiores índices de osteoporose são as que mais consomem leites e laticínios. Isso ocorre em função de o organismo ter que eliminar o excesso de cálcio oriundo do leite e outras fontes desse elemento. Nesse processo, “rouba-se” o cálcio dos ossos. Portanto, antes de chorar o leite derramado, é preciso ir além do leite adulterado.

Fonte: Márcio Linck, historiador e ecologista.  O artigo acima foi publicado no jornal diário “Vale do Sinos”, de São Leopoldo, RS, em 13 de novembro de 2007.

23 de março de 2011

Como prevenir e tratar sintomas de cansaço constante

Para se livrar do cansaço persistente e da baixa libido, comece a tratar do tubo digestivo. Sim. Uma digestão saudável é o segredo da boa saúde sexual e do bem-estar como um todo. Isso exige o bom funcionamento dos órgãos relacionados à digestão (fígado, pâncreas e vesícula biliar).

O fígado tem papel importantíssimo na digestão, pois tudo o que comemos ou bebemos passa por ele. Portanto, o principal desafio é evitar sobrecarregá-lo – isso é essencial para a saúde geral e o bem-estar. Um fígado congestionado permite o acúmulo de toxinas que poderiam ter sido removidas do corpo, mas que voltam a circular no sangue, causando danos aos tecidos e aos sistemas corporais. Também é muito importante evitar comidas pesadas à noite, preferindo fazer o jantar até às 20h no máximo. A partir das 23h nosso corpo começa a fazer desintoxicação da vesícula biliar e fígado.
 
Os sinais de fígado congestionado são:
  • dores de cabeça;
  • perturbações digestivas;
  • insônia; (ou acordar por volta das 3:00 da manhã)
  • sensação de cansaço pela manhã;
  • pele amarelada.
Para dar um descanso ao fígado, deve-se cortar carne, gordura, alimentos refinados, açúcar branco, farináceos e álcool.
Outra forma de desintoxicar o fígado é beber em jejum suco fresco de meio limão misturado com meio copo de água morna; ou suco de cenoura, aipo, salsa e maçã. Também pode-se recorrer à fitoterapia como dente-de-leão, alcachofra, carqueja, zedoária, boldo.

A limpeza do cólon também é importante para a boa saúde. A simples colocação de água quente filtrada no reto pode atenuar problemas como indigestão, gases, dores de cabeça, problemas comuns, alergias e problemas na pele.

Alimentos que contribuem para a digestão saudável

Ameixa: é um laxante natural.

Aspargo: rico em magnésio, ajuda na digestão e a evitar constipação e inchaço.

Aveia: contém fibras que se ligam aos ácidos biliares gordurosos, reduzindo a absorção deles pelo corpo.

Banana: um probiótico natural.


Brócolis: um vegetal rico em glutamina, aminoácido essencial que pode retirar elementos cancerígenos no trato digestivo.

Cebola: cozida alivia a indigestão.

Centeio: boa fonte de nutrientes que protegem os órgãos ligados à digestão.

Cúrcuma: anti-séptico intestinal.

Endro: tem ação antidiarréica, é rico em vitamina B6 e ajuda o organismo a assimilar proteínas e gorduras adequadamente.

Espinafre: rico em nutrientes antioxidantes, age no trato intestinal.

Funcho: laxante natural, ajuda a aliviar problemas digestivos.

Gengibre: um dos melhores tônicos que existem. Para uma boa digestão, beba meia hora antes das refeições um pouco de gengibre ralado misturado com sumo de limão fresco, mel e água morna.

Iogurte: fornece bactérias probióticas que ajudam na digestão.

Lentilha: boa fonte de glutamina.

Nori: alga que ajuda o organismo a digerir melhor os alimentos fritos.

Quinua: rica em vitaminas B, ajuda a digestão. É o grão mais rico em proteína.

Repolho: estimula o sistema imunológico e protege o aparelho digestivo.

Salsa: ajuda a digestão.

Suco de couve: alivia a inflamação e combate úlceras estomacais.

Tahine: pasta feita com gergelim, rica em magnésio.

Vinagre de maçã: moderadamente, contribui para reforçar a digestão e prevenir a diarréia.

Vitamina B5 (pantetina): encontrada em grãos inteiros, tem papel importante na conversão das gorduras, proteínas e carboidratos dos alimentos em energia.

Zimbro: excelente diurético.

Fonte: blog "cura pela natureza"

2 de março de 2011

Seja flexível como o bambu

O bambú é valorizado pelos chineses não apenas por sua utilidade na alimentação (brotos), e na construção civil (caule), mas também por sua importância cultural como símbolo de sabedoria. Por ser flexível, o bambu consegue  sobreviver  às mais devastadoras tempestades. Num paralelo com a vida, aqueles que conseguem se adaptar  aos imprevistos são mais felizes e saudáveis. Tente não ser intransigente, mas saiba que é preciso fazer um desvio para retomar o caminho adiante, assim como a água contorna as pedras em seu caminho.
Pratique alongamento, ioga ou tai chi: a flexibilidade física encoraja o mesmo traço na personalidade.Caminhando assim, você evitará algumas doenças, como artrose, artrite e hipertensão.

Fonte: Os segredos da longevidade, Dr. Maoshing Ni

Programa Farmácia da Vovó