6 de julho de 2009

Aspectos bioquímicos e nutricionais da criminalidade

"Você é o que você come" poderia ser um novo lema para a crescente evidência de que uma solução para os pensamentos violentos e os comportamentos criminosos pode estar na mudança de nossos hábitos alimentares cotidianos.
Um estudo realizado em grande escala - cujos resultados foram publicados na revista médica The British Journal of Psychiatry em 2002, testou 231 presidiários adultos jovens, com idades entre 18 e 21 anos, para comprovar a noção de que suplementos contendo vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais, poderiam reduzir a incidência de violência. Os suplementos incluíam ácidos graxos ômega-3, cromo e duas dúzias de vitaminas e minerais diferentes. Os prisioneiros foram submetidos a esse regime por 142 dias, e o número de incidentes disciplinares ocorridos entre eles foi comparado, durante esse período, a um outro grupo de controle da mesma instituição penal. Comparado ao grupo de controle, o grupo de prisioneiros que recebeu o suplemento alimentar registrou uma redução de 37% no número de incidentes tumultuosos, inclusive episódios violentos. Ficou claro, portanto, que a má nutrição tem um papel importante no desencadeamento da violência e do comportamento anti-social e agressivo. Nosso cérebros são engenhos metabólicos que correspondem a apenas 2% de nossa massa corporal; e contudo, consomem 20% dos nutrientes que ingerimos. Diante dessa informação, compreendemos que , caso as necessidades de nutrientes essenciais do cérebro não seja satisfeita, surgem distúrbios comportamentais e mudanças bruscas de humor.
Outros estudos comprovaram evidências de que a deficiência de zinco na dieta pode contribuir para a incidência de comportamentos criminosos entre jovens, porque o zinco é importante na produção de transmissores neuroquímicos no cérebro. O cádmio interfere na absorção e utilização do zinco pelo feto, o que pode continuar e aumentar após o nascimento, quando o bebê é exposto aos níveis de cádmio do ar ambiente. Portanto, existe uma relação entre cádmio e fumaça de cigarro e os problemas de comportamento e aprendizagem.O café é a segunda maior fonte de cádmio. Farinha branca refinada é outra fonte importante, porque o zinco protetor é removido dos grãos, enquanto o cádmio, no centro, permanece.
Fonte: Livro cem anos de mentira - como proteger-se dos produtos químicos que estão destruindo a sua saúde.
Mais informações também no site: http://www.taps.org.br/Paginas/violartigo10.html

1 de julho de 2009

Margarina - um mal fabricado pelo homem

Reproduzo aqui um artigo interessante extraído do site http://www.umaoutravisao.com.br/artigos/Alimentacao/margarina.html. Se você acha que margarina não faz mal, experimente deixa-la aberta fora da geladeira por alguns dias. Nenhum mosquito chegará perto, pois não tem nutriente nenhum.
"A margarina é um produto muito didático quando queremos avaliar de que forma o poder da indústria e da mídia ligada à ciência médica consegue fazer de um produto praticamente não alimentar algo que lota as prateleiras do supermercado e ainda consegue se fazer passar como elemento de incremento à saúde por proteger o coração, baixar taxas do mal falado colesterol (um elemento corporal incrivelmente demonizado, pois sua demonização atende ao capitalismo científico) e outras benesses.
Em primeiro lugar deve ficar claro que a invenção da margarina, não se deve a preocupação de encontrar um substituto mais saudável que a multissecular manteiga. Sua criação data de meados do século XIX (1869), época em que a discussão alimentar estava longe da vigília científica. Sua inspiração não poderia ser mais pragmática: encontrar um substituto mais barato que a manteiga, visto que o gestor deste desafio, Napoleão III lidava com grave crise econômica em suas fronteiras. Seu nome "margarités"(grego) significa cor pérola, e sua origem é do reino animal - uma mistura comprimida de gordura do sebo de vaca, leito desnatado, partes menos nobres do porco e da vaca e bicarbonato de soda. (Como se sabe a manteiga é nada mais do que leite e sal - super artificial, não?). Em 1890, uma empresa americana começou a vendê-la em pacotes, embora uma família holandesa tenha sido a primeira fabricante para a Europa.
Os componentes da margarina tem se modificado com o passar do tempo, mas foi principalmente após a sedimentação da indústria química alimentar, que iniciou uma guerra santa contra a gordura saturada e os produtos de origem animal, que a margarina ganhou a composição mais próxima da atual, baseando-se em extratos oleoginosos vegetais. Seu processo atual inclui o uso de solventes de petróleo (geralmente o hexano, que é bem barato), ácido fosfórico, soda, que resulta numa substância marrom e mal cheirosa, que sofre novo tratamento com ácidos clorídrico ou sulfúrico, altas temperaturas e catalisação com níquel, que deixa o produto parcialmente hidrogenado. Resta então um produto de ótimo prazo de conservação, com textura firme mesmo a temperatura ambiente, que não rança, não pega fungos, não é atacado por insetos ou roedores. Enfim é um não-alimento.
O processo todo acaba por formar uma substância rica em um tipo particular de gordura chamado "trans", insólita na natureza e de efeitos nocivos para o homem, além disto, como é de conhecimento público o principal predicado da margarina é ser rica em óleos poliinsaturados, que hoje, já se sabe, contribuem para um grande número de doenças.
O Estado de São Paulo, já noticiou em 14/11/99, que a gordura da margarina causaria mais danos à saúde que a gordura saturada (segundo o FDA, órgão americano de fiscalização de alimentos e remédios). Em uma revista Exame, também de 99, saiu um artigo um pouco mais extenso e grave alertando sobre os perigos deste produto, e das implicações que as poderosas multinacionais americanas estavam sofrendo no próprio país por colocar no mercado produtos comparáveis ao cigarro em termos de periculosidade! (Mas que gera mais de 8 bilhões de dólares). Curioso é que a repercussão no Brasil é escassa. (Mas não é de se estranhar, afinal qual é a participação da soja no PIB brasileiro? ). Há uma farta literatura disponível para quem quiser se informar sobre isto em revistas de saúde e na Internet, produzida por estudantes sérios e descompromissados com os costumeiros patrocinadores de investigação técnica: laboratórios e indústrias químicas alimentares. Na França uma revista de informação - "L'Ere Nouvelle" - ganhou uma ação contra o sindicato dos produtores de margarina local, que a havia processado por publicar o artigo "A margarina e o Câncer".
Resumidamente, a margarina, pode estar relacionado a disfunções imunológicas, danos em fígado, pulmão, órgãos reprodutivos, distúrbios digestivos, diminuição na capacidade de aprendizado e crescimento, problemas de peso, aumento no risco de câncer, e principalmente: transtornos do metabolismo do colesterol, incremento de ateroesclerose e doenças cardíacas. A margarina promove o que ela se propõe a tratar!
Não há dúvida: não há nada mais saudável que a boa e velha manteiga, que acompanha a humanidade há dezenas de séculos,pode ser feita artesanalmente no ambiente familiar, e só foi considerada nociva e politicamente incorreta após a revolução industrial, que também aqui conseguiu deformar nosso entendimento de saúde e bom senso."

21 de junho de 2009

Antitranspirantes e o câncer de mama

Muitos de nós já recebemos um e-mail que fala sobre a relação do uso de desodorantes com o câncer de mama. Essa mensagem é um tanto imprecisa, e muitas vezes parece ter um dom demasiado dramático, sem argumentação suficiente para que não pareça um reles "hoax" (embuste) da Internet.
No início de março de 2006, os sites de informação CBS News e o forbes.com traziam um novo artigo a respeito do assunto. Parece que agora as coisas começaram a ficar mais claras.
O problema dos antitranspirantes é a presença, na sua composição, de alumínio (cloridrato de alumínio), geralmente numa concentração de 25%. Foi descoberto que o alumínio pode imitar as ações do estrogênio, e como já está mais do que comprovado, as substâncias que imitam o estradiol estão relacionadas com a multiplicação e o crescimento de células do câncer de mama (entre inúmeros outros problemas de saúde para homens e mulheres, e para todas as espécies animais do planeta). Dessa forma, o alumínio pode ser mais um dos incontáveis xenoestrogênios encontrados nos produtos de consumo disponibilizados para a população. Os produtos de higiene e os cosméticos têm ainda um outro grupo de substâncias muito suspeitas que são os parabenos e seus derivados que costumam fazer parte de xampus, sabonetes líquidos, pomadas e cremes para pele, lenços higiênicos para nenês, perfumes, loções etc.
Esse artigo fala também do cádmio como agente que pode ter relação com o câncer de mama. O cádmio é um conhecido tóxico ambiental. É constituinte de baterias e pilhas comuns. O cádmio liberado de forma irresponsável no meio ambiente retorna para o ser humano através de inúmeros alimentos. No caso do câncer de mama é sublinhado que o cádmio é colocado para dentro do corpo da mulher pelo hábito de fumar. Obviamente a folha de tabaco não tem cádmio em sua constituição natural. Como quase todos os milhares de agentes tóxicos do cigarro, o cádmio está presente pela ação da industrialização na produção e manufatura do cigarro, e do papel branqueado que o envolve. (As campanhas públicas que demonizam o cigarro deveriam explicar o quanto o uso de agrotóxicos – e seus fabricantes, multinacionais de produtos químicos – estão envolvidos com os perigos de fumar, sendo tão, ou mais, responsáveis pelas doenças envolvidas com o tabagismo, quanto os fabricantes de cigarros).
O parabenos e seus derivados são encontrados nos tecidos de câncer mamário. Apesar disso, como costuma acontecer, os agentes oficiais (que deveriam testar e controlar o uso de substâncias potencialmente perigosas) costumam dar a resposta evasiva de que não há estudos concludentes a respeito desse grave risco. É uma maneira interessante de atuar. São disponibilizados milhares de produtos de consumo, com composições químicas novas, que depois de vendidas são testadas, aos poucos. Dessa maneira, podemos ter certeza de uma coisa: boa parte de belos produtos de empresas com respeito público estão sendo testados diretamente pelo público consumidor. Doenças graves e degenerativas têm múltiplas causas. As relações de causa e efeito são de difícil comprovação. Assim podemos estar expondo boa parte da população a situações de risco de forma inadvertida, pela simples crença atual de que tudo que o progresso tecnológico produz é seguro e confiável. Um dogma moderno construído na medida em que se abstrai o fato da ciência estar totalmente inserida na sociedade de consumo.
Há poucos anos o Enviromental Work Group – EWG (veja o site: www.ewg.org) admitia que somente 28 cosméticos comuns tinham todos os ingredientes totalmente testados, de um total aproximado de 7500 disponíveis!
O câncer de mama é uma doença comum dos tempos atuais. Há uma série de fatores que estão envolvidos. Infelizmente, sua prevenção está limitada ao diagnóstico precoce. Afinal de contas, se para evitarmos esse mal temos que fazer exames para descobri-lo precocemente, estamos diante de um hipócrita eufemismo, afinal prevenir deveria ser uma atitude para não se ter câncer de mama. Mas quais são as condutas sugeridas para não se ter tal enfermidade? Qual é a orientação que é dada ao grande publico para que se faça realmente prevenção? Quase nada. Há inúmeras instituições, cheias de boas intenções, que estimulam o auto-toque, ou facilitam o acesso aos exames, mas isso qualquer pessoa, mesmo com poucos recursos intelectuais, sabe que não é uma forma de evitar o câncer.
Segundo o livro “What your doctor may not tell you about Breast Câncer” do medico americano, infelizmente já falecido, dr. John R Lee, em associação com David Zava e Virginia Hopkins, essa doença é antes de mais nada fruto de um desequilíbrio hormonal. Esse desequilíbrio é denominado de Predominância Estrogênica. Ou seja: um desequilíbrio entre as ações do principal estrogênio, o estradiol em relação à progesterona. Atualmente há um excesso de ação estrogênica sob o organismo humano, que não encontra um saudável antagonismo protetor da progesterona. Esse excesso não é fruto somente do estradiol produzido endogenamente, mas também de inúmeros produtos químicos que se comportam como estrogênio – os já citados xenoestrogênios. Entre as milhares de fontes de xenoestrogênios temos os plásticos (isopor, PVC etc.), e inúmeros outros derivados de petróleo, muitos dos quais nas formas de agrotóxicos. O mais famoso agrotóxico, já proibido, que imita estrogênios é o DDT, usado trivialmente no Brasil até há bem pouco tempo atrás.
O excesso de ação de estrogênios, naturalmente, também é favorecido pelo uso de pílulas anticoncepcionais, que usam um produto sintético: o etinilestradiol. A predominância estrogênica das pílulas também é alcançada pela privação da produção de progesterona. Durante o uso de anticoncepcionais, o organismo não produz o corpo lúteo. Esse órgão é produzido ritmicamente no ciclo menstrual. É um importante liberador de progesterona endógena. Sem o corpo lúteo não há como haver produção de progesterona em quantidades fisiológicas. Durante todo o tempo que uma mulher ficar sob ação desse poderoso tipo de medicação, ela fica à mercê da predominância estrogênica e seus potenciais efeitos deletérios. Cabe salientar que as progestinas (substâncias químicas participantes das pílulas, como o gestodeno ou o levornogestrel) são quimicamente diferentes da progesterona (C21-H30-O2), e essas diferenças químicas não enganam a fisiologia humana, podendo levar a inúmeros e graves problemas de saúde.
Uma outra fonte de similares aos estrogênios está nos alimentos. Produtos obtidos da soja, que têm genisteína podem estimular o crescimento de células tumorais hormônio-dependentes, como o câncer de mama. (O leite de soja e a proteína de soja oferecem quantias inapropriadas dessa substância, entre outros antinutrientes, não sendo considerados alimentos saudáveis, devendo ser evitados). Alimentos em contato com plásticos aquecidos também podem fornecer quantias pequenas de xenoestrogênios. Comprar alimentos quentes em recipientes de isopor, no supermercado, por exemplo, pode ser uma péssima idéia.
Fatores como a falta de amamentação, escassez gestacional, cotidiano estressante, poucas horas de sono, sofrimento emocional, a resistência à insulina (pelo consumo inapropriado de açúcar e outros carboidratos), insuficiência da tireóide, flúor na água, também podem integrar o rol de fatores ligados às doenças da mama.
Voltando aos antitranspirantes, cabe ressaltar que há estudos que mostram que há uma relação entre um diagnóstico de câncer em idades mais jovens entre usuárias desse produto. Principalmente naquelas que fazem depilação antes da sua aplicação. (A depilação prévia pode provocar lesões e diminuir a integridade tecidual da pele nas axilas).
Para que as mulheres possam se proteger do câncer de mama elas devem ser informadas das causas do câncer. Há inúmeros fatores bem mais palpáveis e contornáveis do que a questão hereditária que nem é a mais importante. Infelizmente, nesse sentido, a mídia científica está em plena idade das trevas. Ou melhor: na idade dos exames de diagnóstico precoce, ou, mais exatamente, dos eufemismos tecnológicos. Em todo o caso, o negócio é evitar, na medida do possível tudo que imite estradiol, e com certeza os antitranspirantes.

(José Carlos Brasil Peixoto, 280406)
Referências:
Internet:
http://www.cbsnews.com/stories/2006/03/01/health/webmd/main1361403.shtml
http://www.forbes.com/lifestyle/health/feeds/hscout/2006/03/06/hscout531342.html
http://www.cancer.gov/cancertopics/factsheet/Risk/AP-Deo
http://www.ewg.org
Livros:
Lee, John R; Hopkins V.; Zava D. –“ What your doctor may tell you not about breast cancer”, Warner books, 2003; (impressionante livro em fase tradução por José Carlos Brasil Peixoto)
Colborn, Theo; Dumanoski, D; Myers, J.P.; – “O Futuro roubado”, LPM, 2002.

13 de junho de 2009

A arte de respirar


O primeiro ato de nossa vida é a respiração. É através dela que captamos a energia celestial. Além da função básica de nos manter vivos, células, tecidos e órgãos não podem trabalhar sem oxigênio. Através das narinas, dos brônquios e dos pulmões, o sistema respiratório dá vida e limpa toxinas e detritos de todo o corpo. Podemos ficar alguns dias sem comer e beber água, mas não conseguiríamos ficar sem respirar por muitos segundos.
Os pulmões são órgãos essenciais na respiração; eles promovem a troca gasosa contínua entre o ar inspirado e o sangue da circulação pulmonar, fornecendo oxigênio (O2) e removendo o dióxido de carbono (CO2). Infelizmente a maioria das pessoas não dão a devida importância a este ato de vida, respirando apenas com um terço da capacidade pulmonar que possui. Cerca de 70% das doenças poderiam ser evitadas se as pessoas respirassem corretamente, ou seja, profunda e usando o diafragma.
Você sabia que das substâncias desnecessárias ao corpo em média 70% saem via expiração, enquanto apenas 20% saem via pele, 7% pela urina e 3% via fezes?
O cérebro consome 25% do armazenamento geral de oxigênio de todo o corpo. O diafragma era considerado, pelos antigos gregos, como o assento da alma.
Respirar profundamente eleva o nível de oxigênio no sangue e combate a ansiedade. Um complexo sistema informa o cérebro quando todo o organismo está satisfeito de oxigênio, dissipando o medo de não sobrevivência e de inadequação. A forma como você respira é a forma como você se coloca no mundo; respirar de "peito aberto" dissolve tensões e medos e promove profundo bem-estar.
Pela Medicina Tradicional Chinesa, o PULMÃO é o primeiro sistema a ser afetado pelos agentes agressores externos, tas como VENTO-FRIO-CALOR-UMIDADE-FOGO e SECURA. O NARIZ é o órgão dos sentidos ligado ao pulmão e sua correspondência externa é a pele, portanto o Pulmão controla a pele e o QI DEFENSIVO (Wei Qi), ou seja, abertura e fechamento dos poros.

9 de junho de 2009

Durma bem e viva muito

Nada mais é salutar do que uma boa noite de sono. Não apenas tem efeito restaurador, beneficiando a mente e a vitalidade, como também é essencial para o funcionamento correto de determinados órgãos - o fígado, por exemplo, realiza a maior parte da desintoxicação à noite, enquanto dormimos. Para a medicina oriental, o sono ajuda a restaurar o yin (substância) e mantém o yang (função) sob controle. As doenças que caracterizam o esgotamento de yin e o excesso de yang são: baixa imunidade, distúrbios de humor, problemas digestivos, colesterol descontroladoe pressão alta.
Uma pesquisa demonstrou que pessoas que ficam acordadas durante 72 horas sofrem uma redução na produção de células sanguíneas brancas, a medida de nossa função imunológica. A privação crônica de sono também apressa o início da perda de memória e favorece o aparecimento de diabetes. Para garantir um sono repousante, crie rotinas e rituais que acalmam a mente. Eis algumas sugestões: banhos quentes, massagem nos pés, manutenção de um diário, meditação, aromaterapia, música relaxante, leitura de livros sobre espiritualidade, orações. A duração do sono ideal é de oito horas.
Fonte: Os segredos da longevidade - centenas de maneiras de viver bem até os 100 anos - Dr. Maoshing Ni.

31 de maio de 2009

A alimentação da mãe define o futuro do feto - II

Tudo que a mãe ingere influenciará na saúde e, também, na aparência física do feto.

O feto humano, enquanto está no líquido amniótico passa por um processo evolutivo semelhante aos dos animais aquáticos. Inicialmente, a boca é grande e parece estar rasgada e os olhos ficam localizados nas laterais da face. Depois, desenvolve-se o cérebro fazendo com que as laterais da face se projetem para frente, os olhos se locomovam para parte frontal da face, o nariz comece a se formar e a boca diminuir. É exatamente nesta etapa evolutiva que se forma um problema que é cada vez mais freqüente nos dias de hoje que é a formação dos lábios leporinos causados pelo suporte deficiente de nutrientes fornecidos pela mãe.

O reflexo da condição física da mãe não se limita a lábios leporinos. Podemos citar outros exemplos: Filhos com Síndrome de Down, filhos que nascem com nadadeiras entre os dedos, filhos com tendência a arritmia e, uma situação muito preocupante, filhos com prisão de ventre. A prisão de ventre infantil é provocada pela falta de rigidez do intestino que assim se formou por causa da alimentação desbalanceada da mãe. Falando-se em rigidez, observamos que há uma tendência, de forma generalizada, no aumento de crianças com falta de rigidez física. Em relação aos partos, percebemos, hoje em dia, que estes estão mais difíceis de acontecerem de forma natural porque os bebês estão cada vez maiores e os úteros cada vez mais flácidos. Vemos também que, nos últimos anos, aumentou o número de crianças que nascem sem ter o mínimo de força para chorar. O primeiro choro do bebê recém-nascido é extremamente importante pois, ao chorar, o bebê expele todas as substâncias que não mais necessita por estar, agora, respirando por vias aéreas. Além disso, o primeiro choro faz com que o corpo do bebê fique mais rijo e crie adaptabilidade para mamar.

Então, afinal, o que a mãe deve comer para gerar filhos com lábios firmes, rigidez física, órgãos perfeitos e saúde perfeita?

Na base da teoria da alimentação natural temos a lei das energias Yin e Yang. Alimentos com energia Yang têm efeito de contrair o corpo e as células e a energia yin de relaxar. São exemplos de alimentos com energia Yang a raízes cozidas e algas marinhas e exemplos de alimentos com energia Yin as frutas e doces. A alimentação ideal é aquela composta de alimentos com energia Yin e Yang de forma balanceada sendo que os menus compostos de cereais e verduras são os que atendem bem esta condição.

Devido às mudanças drásticas na alimentação percebemos que está ocorrendo uma redução muito grande na ingestão de minerais ao mesmo tempo em que ocorre o aumento de consumo de doces. Os doces (energia Yin) dificultam a absorção dos minerais formando um ciclo muito negativo. Para piorar, houve aumento no consumo de vegetais cultivados de forma não natural e alimentos preparados com aditivos químicos tornando o organismo das gestantes suscetível a problemas cancerígenos e ginecológicos.

No que concerne ao leite materno, nos primeiros três dias ele tem coloração amarelada onde contem uma substância que dá aos bebês a resistência para sobreviverem no novo ambiente. Após 3 dias o leite materno começa a branquear tornando-se um leite apropriado para promover o desenvolvimento do bebê como um ser humano saudável.

Interrompendo-se o aleitamento materno precocemente interrompe-se também o desenvolvimento natural do bebê, com comprometimento na constituição física, no desenvolvimento mental, no sistema imunológico levando-o a ficar propenso a resfriados, febres, alergias, etc. Para piorar, é administrado aos bebês que ficam sempre resfriados uma série de antibióticos que prejudicam grandemente o seu fígado e o seu intestino, gerando sucessivos problemas.

Por último, poderia acrescentar que, atualmente, as crianças acostumam desde cedo a consumirem alimentos ricos em aditivos químicos, gorduras e açucares. Estes alimentos contaminam o corpo, a mente e o espírito das crianças fazendo-as caírem em terrível ciclo vicioso.

Breve, publicaremos texto de Michio Kushi sobre alimentos com energia Yin e energia Yang.

28 de maio de 2009

A alimentação da mãe define o futuro do feto - Parte I

O comportamento destrutivo, a instabilidade emocional e a saúde frágil das crianças são problemas comuns que abrangem o mundo todo.

Gostaria de reforçar aqui a principal causa deste problema: as mães não estão comendo comida de gente. Parece ser uma afirmação polêmica, mas é fácil de entende-la. Quando as pessoas se alimentam com comida para seres humanos, tornam-se capazes de agir humanamente. Pensem bem. Não é lógico? Porém, o que ocorre é que, hoje em dia, as pessoas não estão agindo segundo esta lógica. Pode parecer ridículo acreditar que as pessoas se transformam naquilo que comem. Mas existem muitas provas para esta afirmação.

Tudo o que a mãe ingere durante o período de gestação reflete claramente no comportamento de seu filho após nascer. As mães que consomem muito leite e carne bovina têm filhos lentos. Filhos de mães que comeram muitos ovos e carne de frango, têm um comportamento irrequieto e assim por diante. É óbvio dizer que o feto de um ser humano possui genes humanos e está predestinado a se desenvolver e se tomar um ser humano. O que não é óbvio para a maioria das pessoas é a lógica de que quando o feto recebe alimentos que não foi feito para ele, o seu curso normal de desenvolvimento sofre interferência. A a alimentação das gestantes é uma questão muito séria pois é ela quem define o destino dos filhos.

Numa sala de aula pode-se observar crianças que não conseguem parar quietas como se fossem galinhas, já outras querem ficar deitadas a todo momento parecendo vacas, ou aquelas crianças que reagem a qualquer coisa, expressando seu caráter agressivo... Mesmo dentre os adultos, se você observar bem, vai se surpreender ao notar os padrões de comportamento deles.

O nascimento de uma vida humana é um fenômeno extremamente misterioso. Veja, um feto, enquanto está no ventre da mãe, tem sua massa aumentada em 3 bilhões de vezes desde a sua concepção até o seu nascimento, ou em 10 milhões de vezes, por dia. Em contrapartida, após o nascimento, esta proporção de aumento de massa de um bebê cai cerca de 20 vezes. Só por isso, já é possível imaginar o quanto importante é a alimentação da criança durante o período em que ainda está dentro do ventre da mãe. A ingestão de uma única aspirina pela gestante significa que o feto sofre os efeitos deste medicamento por cerca de 4 a 5 dias, no mínimo. Talvez vocês pensem que são somente 4 a 5 dias, mas atentem que durante este curto período o feto cresce de 4.000 a 5.000 vezes. São poucos os dias, mas significam para o feto um período precioso que deve ser encarado com muita importância. Lembre-se, um medicamento, um alimento, uma bebida ingeridos descuidadamente podem gerar resultados irreversíveis.

Os nutrientes absorvidos através da mãe são o que há de mais imprescindível para que processo evolutivo do bebê ocorra até o final, isso porque, mesmo que os nutrientes não tenham sido ingeridos de forma adequada e a evolução não ter sido completada, quando chegar o momento de nascer, a criança irá nascer.

É claro que as crianças que sofreram algum prejuízo durante o período em que estiveram no ventre da mãe, poderão ter uma vida normal após o seu nascimento se a sua dieta alimentar for adequada . Entretanto, quero destacar que é preciso um longo tempo para se corrigir alguns poucos dias vividos dentro do ventre da mãe em condições inapropriadas. Este tempo, tomando como exemplo os casos das crianças tratadas por mim, pode chegar a 10 até 15 anos .

(Breve será publicada a 2a. parte deste excelente texto escrito pelo mestre Michio Kushi)
Fonte: publicado no site http://www.anew.com.br/blog.php

Programa Farmácia da Vovó