7 de outubro de 2013

Azeite extra-virgem - Reconstrutor de ossos


Guarde bem este nome: oleuropeína.  A substância, encontrada no azeite de oliva extravirgem, é a nova arma da nutrição para evitar e combater a osteoporose, doença que acelera a perda de massa óssea.

O cálcio que se cuide, porque seu posto solitário de melhor companheiro do esqueleto anda ameaçado. Calma, o mineral não vai perder seu lugar de destaque como protetor dos ossos - muito longe disso. A questão é que a ciência descobre fortes concorrentes para dividir com ele essa prestigiada posição. É o caso da oleuropeína, presente no azeite de oliva. Um estudo da Universidade de Córdoba, na Espanha, revela que esse tipo de polifenol aumenta a quantidade de osteoblastos, células que fabricam osso novinho em folha. Consumi-la, portanto, traria imensas vantagens para manter o arcabouço do corpo em pé ao longo da vida.

"O tecido ósseo é dinâmico, destruído e construído constantemente", explica o geriatra Rodrigo Buksman, do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, em Brasília. Os osteoblastos ajudam justamente a realizar a reconstrução. É como se fossem a massa corrida colocada na parede para tapar os furos que aparecem com o tempo. Sem essas células, os buracos ficam maiores, os ossos se enfraquecem e cresce o risco de fraturas. O envelhecimento e a menopausa provocam uma queda na concentração de osteoblastos no organismo. Daí a importância da reposição desses construtores, que recebem um belo reforço com a inclusão do azeite de oliva extravirgem no dia a dia, a melhor fonte de oleuropeína.  "Aos 30 anos nosso corpo atinge a quantidade máxima de massa óssea e, a partir daí, começa a perdê-la", nota o ortopedista Gerson Bauer, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Por isso é que se diz que a prevenção da osteoporose se inicia muito antes da maturidade. "Essa doença se caracteriza pela diminuição progressiva da densidade óssea, o que torna os ossos mais frágeis e propensos às fraturas", arremata a nutricionista Clarisse Zanette, mestre em ciências médicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Com o azeite, no mínimo, esse processo destrutivo demora mais tempo para ocorrer. E, se alguém quiser substituir sua fonte de oleuropeína de vez em quando, saiba que existe mais uma opção. "A substância também é fornecida pela azeitona, de onde o óleo é extraído", diz Clarisse.

Não são apenas os ossos que se deliciam quando saboreamos um prato regado a azeite. O coração também se beneficia, porque suas veias e artérias ficam livres de entraves. "A gordura monoinsaturada, principal constituinte do óleo, interfere nos receptores do fígado que captam o colesterol circulante", explica o cardiologista Daniel Magnoni, do Hospital do Coração, em São Paulo. "Assim, há uma redução nas taxas da sua versão ruim, bem como de sua quantidade total." Já os compostos fenólicos do azeite diminuem a oxidação do colesterol, processo crucial para a formação das placas que obstruem as artérias e causam as doenças cardiovasculares. "Esse poder se deve à sua intensa atividade antioxidante", justifica a cardiologista Paula Spirito, do Hospital Copa D'Or, no Rio de Janeiro. "Esses compostos impedem que os radicais livres - moléculas que provocam danos às células - oxidem o colesterol e contribuam com o aparecimento de placas nos vasos." A circunferência abdominal é outra que agradece o consumo do azeite. É que o alimento ajuda a evitar a inflamação de uma área do cérebro chamada hipotálamo. A inflamação é provocada por dietas ricas em gorduras saturadas, presentes nas carnes e nos produtos de origem animal. Como o hipotálamo é o órgão responsável pelo controle da fome e do gasto energético, não é um exagero dizer que o óleo de oliva auxilia a manter a harmonia na massa cinzenta e, assim, a afastar os quilos a mais. Além disso, ele acelera a produção de um hormônio chamado GLP 1, que age no cérebro aumentando a saciedade e reduzindo o apetite.

A oleuropeína - voltamos a falar dela - tem participação no pelotão antiinflamatório. "Esse polifenol tem propriedades antioxidantes significativas, inibe a agregação de plaquetas e reduz a formação de moléculas inflamatórias em todo o corpo", afirma a nutricionista Mércia Mattos, da Faculdade de Medicina de Marília, no interior paulista. Tantas propriedades se refletiriam em um menor risco de uma porção de males, entre eles infartos e derrames. Por falar em proteção, vale destacar, ainda, que esse antioxidante também resguarda as mitocôndrias, estruturas dentro das células responsáveis pela obtenção de energia - dessa forma, fica mais difícil uma célula se aposentar antes da hora.

Quando regamos o prato com azeite extravirgem, porém, não ganhamos apenas boas doses de oleuropeína. O tempero é uma ótima fonte de vitamina E. "Esse nutriente retarda o envelhecimento das células, diminuindo o risco de tumores e doenças do coração", aponta a nutricionista Soraia Abuchaim, do Conselho Regional de Nutricionistas do Rio Grande do Sul. O melhor é que, para desfrutar de tudo isso, bastam 2 colheres por dia. Mas tem que ser do tipo extravirgem, que concentra maiores teores da substância. De preferência, use-o em saladas e ao finalizar pratos quentes - o azeite não gosta de calor e, se for lançado ao fogo, perde grande parte de suas qualidades. E só o sabor, nesse caso, não basta, certo?

Fonte: Amigos da Cura

19 de setembro de 2013

Carta-resposta aos ataques de empresas de agrotóxico contra pesquisadores da Fiocruz.

Uma verdade cientificamente comprovada: os agrotóxicos fazem mal à saúde das pessoas e ao meio ambiente
Historicamente, o papel da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) e da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) é de produção de conhecimento científico pautado pela ética e pelo compromisso com a sociedade e em defesa da saúde, do ambiente e da vida. Essas instituições tiveram e têm contribuição fundamental na construção e no fortalecimento do Sistema Único de Saúde.
Quando pesquisas desenvolvidas nas referidas instituições contrariam interesses de negócios poderosos, incluindo o mercado de agrotóxicos, que movimenta anualmente bilhões de reais, eventualmente elas sofrem ataques ofensivos que, transcendendo o legítimo debate público e científico, visam confundir a opinião pública utilizando subterfúgios e difamações para a defesa e manutenção do uso de substâncias perigosas à saúde e ao meio ambiente.
A Fiocruz, o Inca e a Abrasco não se eximem de seus papéis perante a  sociedade e cumprem a missão de zelar pela prevenção da saúde e proteção da população. Por esta razão têm se posicionado claramente no que diz respeito aos perigos que os agrotóxicos e outras substâncias oferecem à saúde e ao meio ambiente. Desde 2008, o Brasil lidera o ranking de uso de agrotóxicos, o que gera um contexto de alto risco e exige ações prementes de controle e de transição para modelos de produção agrícola mais justos, saudáveis e sustentáveis.
As pesquisas sociais, clínicas, epidemiológicas e experimentais desenvolvidas a partir de pressupostos da saúde coletiva, em entendimento à complexa determinação social do processo saúde-doença, envolvem questões éticas relativas às vulnerabilidades sociais e ambientais que necessariamente pertencem ao mundo real no qual as populações do campo e das cidades estão inseridas.
Neste sentido, a Fiocruz, o Inca e a Abrasco estão seguros do cumprimento de seu papel. Portanto, repudiam a acusação de que são guiados por um “viés ideológico” e sem qualidade científica. As referidas instituições defendem os interesses da saúde pública e dos ecossistemas, em consonância com os direitos humanos universais, e firmados pelos princípios constitucionais que regem o Brasil.
A Fiocruz, o Inca e a Abrasco atuam há décadas em parceria com diversas universidades e institutos de pesquisas, como a Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), em que atua o professor e pesquisador Wanderlei Pignati – citado em reportagem da revista “Galileu” mencionada abaixo –, e outros que desenvolvem pesquisas sobre os impactos dos agrotóxicos e de micronutrientes na saúde e no ambiente que são idôneas, independentes, críticas, commetodologias consistentes e livres de pressões de mercado. Tais pesquisas vêm revelando a gravidade, para a saúde de trabalhadores e da população em geral, do uso de agrotóxicos, e reforçam a necessidade de medidas mais efetivas de controle e prevenção, incluindo o banimento de substâncias perigosas já proibidas em outros países e o fim da pulverização aérea.
O “Dossiê Abrasco–Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na Saúde” registra e difunde a preocupação de pesquisadores, professores e profissionais com a escalada ascendente de uso de agrotóxicos no Brasil e a contaminação do ambiente e das pessoas dela resultante, com severos impactos na saúde pública e na segurança alimentar e nutricional da população.
Os agrotóxicos podem causar danos à saúde extremamente graves, como alterações hormonais e reprodutivas, danos hepáticos e renais, disfunções imunológicas, distúrbios cognitivos e neuromotores e cânceres, dentre outros. Muitos desses efeitos podem ocorrer em níveis de dose muito baixos, como os que têm sido encontrados em alimentos, água e ambientes contaminados. Além disso, centenas de estudos demonstram que os agrotóxicos também podem desequilibrar os ecossistemas, diminuindo a população de espécies como pássaros, sapos, peixes e abelhas. Muitos desses animais também desempenham papel importante na produção agrícola, pois atuam como polinizadores, fertilizadores e predadores naturais de outros animais que atingem as lavouras. O “Dossiê Abrasco” cita dezenas dos milhares de estudos publicados em periódicos científicos nacionais e internacionais de renome que comprovam esses achados.
É direito da população brasileira ter acesso às informações dos impactos dos agrotóxicos. Faz-se necessário avançar na construção de políticas públicas que possam proteger e promover a saúde humana e dos ecossistemas impactados negativamente pelos agrotóxicos, assim como fortalecer a regulação do uso dessas substâncias no Brasil, por meio do SUS.
Nesse sentido, a Fiocruz, o Inca e a Abrasco repudiam as declarações do diretor-executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), Eduardo Daher, e de Ângelo Trapé, da Unicamp, veiculadas na revista “Galileu” nº 266, edição de setembro de 2013, e também na entrevista divulgada no site da publicação, que atentam contra a qualidade científica das pesquisas desenvolvidas nessas instituições e, em especial, contra o “Dossiê Abrasco – Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na Saúde”. As palavras do diretor-executivo da Andef, que tentam desqualificar e macular a credibilidade dessas instituições, são inéditas, dado o prestígio nacional e internacional e a relevância secular que temos na área da pesquisa e formulação de políticas públicas de ciência, tecnologia e inovação em saúde, bem como na formação de profissionais altamente qualificados.
A Andef é uma associação de empresas que produzem e lucram com a comercialização de agrotóxicos no Brasil. Em 2010, o mercado dessas substâncias movimentou cerca de US$ 7,3 bilhões no país, o que corresponde a 19% do mercado global de agrotóxicos. As seis empresas que controlam esse segmento no Brasil são transnacionais (Basf, Bayer, Dupont, Monsanto, Syngenta e Dow) e associadas à Andef. As informações sobre o mercado de agrotóxicos noBrasil, assim como a relação de lucro combinado das empresas na venda de sementes transgênicas e venenos agrícolas, estão disponíveis no referido Dossiê Abrasco “Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na Saúde”.
A Fiocruz, o Inca e a Abrasco não aceitarão pressões de setores interessados na venda de agrotóxicos e convocam a sociedade brasileira a tomar conhecimento e se mobilizar frente à grave situação em que o país se encontra, de vulnerabilidade relacionada ao uso massivo de agrotóxicos. 
Rio de Janeiro, 06 de setembro de 2013.

30 de julho de 2013

Vacinas para cães – afinal, quais e quando aplicar?

Postado por Sylvia Angélico em BlogVacinação

Vacinas são muito importantes. Graças a elas, conseguimos reduzir radicalmente as chances de nossos peludos queridos contraírem doenças potencialmente fatais, como as temíveis cinomose, parvovirose e hepatite infecciosa canina, além da raiva – uma zoonose letal. É, portanto, fundamental que seu cão seja vacinado.
O que talvez você – e muita gente no Brasil, incluindo veterinários – ainda não saiba, é que nem todos os cães precisam tomar todas as vacinas que existem (ETTINGER e FELDMAN, 2005; NELSON e COUTO, 2010). Que nem todas as vacinas precisam ser aplicadas anualmente (WOLF et al 2010). Que as vacinas foram classificadas por estudiosos em essenciais ou core (antirrábica, cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa canina e, possivelmente, para o Brasil, leishmaniose visceral canina), opcionais ou non-core (leptospirose, “tosse dos canis”, parainfluenza) e não-recomendadas (giardíase, dermatofitose, coronavirose e adenovirose tipo II) (TIZARD, 2009; ETTINGER e FELDMAN, 2005). Que vacinas virais vivas contra as doenças mais perigosas (cinomose, parvovirose e hepatite infecciosa canina – as essenciais) podem proteger os cães por 9 anos ou mais (DAY, HORZINEK e SCHULTZ, 2010). Que a recomendação para reforços vacinais anuais é arbitrária e está defasada cientificamente há pelo menos 10 anos. (Na verdade, até agora não encontramos nenhuma evidência científica recente independente, em nenhum lugar do mundo, que apóie reforços vacinais anuais para todas as vacinas.) Finalmente, que a vacinação é um procedimento que não é inócuo. Ela tem potencial de provocar reações adversas imediatas e tardias (MOORE, HOGENESCH, 2010; RASHID et al, 2009; DODDS, 2005).
De fato, inúmeros artigos científicos apontam uma associação entre o excesso de vacinas (que ainda é praticado no Brasil) e o desenvolvimento de inúmeros males crônicos que acometem aos montes os pets de hoje: processos alérgicos (DODDS, 2005), doenças auto-imunes (DODDS, 2005; DAY, 2004; MELLAMBY et al, 2004), tumores (VASCELLARI et al, 2003), poliartrite (KOHN et al, 2003), doença renal crônica (NEWMAN et al, 2002), epilepsia (MEYER, COLES e RICH, 2003) distúrbios comportamentais (JORDAN, 2010) e muitos outros (NICHOLS, MORRIS, BEALE, 2001; VITALE, GROSS, MAGRO, 1999).
É comum ouvirmos que essas informações não são válidas para a “nossa realidade brasileira”, porque “aqui a pressão de infecção é maior” devido a “muitos animais que jamais foram vacinados e que estão doentes e são contagiosos”. É verdade que a maioria de nossos cães e gatos não é vacinada, lamentavelmente. Mas, de acordo com muitos pesquisadores proeminentes, mesmo nos Estados Unidos – país tido como modelo em matéria de vacinação – apenas 50% dos cães recebem vacinas (DAY, HORZINEK, SCHULTZ, 2010). Basta estudar um pouquinho sobre células de memória para entendermos que, depois de uma série inicial de vacinas bem feita e um reforço (com produto idôneo e bem conservado, aplicado no animal sadio), os cães desenvolvem proteção contra as doenças virais citadas, por muitos e muitos anos (TIZARD, 2009; HORZNEK e THIRY, 2009). Tal como acontece com as vacinas que nós tomamos na infância e adolescência.
Proteção é proteção. Ao entrar em contato com animais doentes, as células de memória do cão devidamente vacinado imediatamente “fabricam” anticorpos que evitam essas doenças (TIZARD, 2010). Esse fenômeno fisiológico ocorre em qualquer lugar do mundo. As exceções a essas ‘regras’ são as doenças bacterianas (ex: Leptospirose) ou causadas por protozoários (ex: Leishmaniose). Infelizmente, vacinas contra essas doenças protegem os cães por apenas 6 meses a um ano, em média, e requerem portanto reforços freqüentes (WOLF, 2010). Mas essas vacinas podem ser aplicadas separadamente das múltiplas e nem todo animal precisa recebê-las. O ideal é que o protocolo vacinal passe a ser uma conduta realizada sob medida para cada paciente, tendo em vista sua raça, idade, local onde vive, estilo de vida e histórico de saúde. Ou seja, devem ser considerados os verdadeiros riscos do animal contrair as doenças contra as quais ele será vacinado, e também deve-se ponderar se os benefícios de cada vacina superam os riscos inerentes ao procedimento.
É muita informação para digerir de uma vez, eu sei. Mas esse é o caminho da Ciência. Ela caminha para frente, constantemente revendo e questionando práticas antes tidas como as mais seguras e eficientes.  Não é nada fácil romper com paradigmas.  Exige muito estudo, retorno à base, compreender um pouco de Imunologia. Além disso, vacinar de forma inteligente, estratégica, levando em conta o histórico e o estilo de vida do animal, dói no bolso de muita gente – não tenha dúvidas. Essa resistência que ainda encontramos no Brasil faz parte do processo de aceitação dessas novas informações – que aliás, há anos são tema de palestras de congressos e simpósios de prestígio internacional (vide as referências ao final do artigo).
Mas chegaremos lá, pouco a pouco.
Em resumo, vacinas são produtos importantíssimos. Assim como os medicamentos. O que tem sido questionado e revisto por pesquisadores é o abuso delas. Como tudo na vida, vacinas em excesso podem fazer mal. Se podemos proteger nossos melhores amigos com eficiência, usando menos vacinas e, consequentemente, expondo-os a um menor riscos de reações adversas, por que não fazê-lo?
Leia abaixo nossas considerações sobre quais vacinas podem ser aplicadas em cada fase da vida do cão, levando em conta o estilo de vida e outras características particulares de cada animal. Essas indicações são apenas sugestões. Para elaborar um protocolo seguro e eficiente para seu animal consulte o médico veterinário de sua confiança. Como essas informações são relativamente novas no Brasil, pode ser interessante imprimir uma cópia deste artigo e entregar a ele. Aliás, se pudéssemos lhe sugerir a leitura de um artigo científico bastante completo, de peso e muito recente, seria esse.

Cães
60 dias (2 meses):

  • 1 dose de V2 (protege contra cinomose e parvovirose, as duas doenças mais importantes para essa fase e é a vacina com menor potencial de reações adversas).
  • Ou 1 dose de V6 (protege contra cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa canina, parainfluenza, coronavirose e adevovirose tipo II – não contém leptospirose, a fração considerada a mais alergênica das vacinas e desnecessária para filhotinhos tão jovens). Duas empresas no Brasil fabricam a V6: essa e essa.
  • Ou 1 dose de V8 (protege contra todas as doenças da V6 + leptospirose).
Observações:
- Não vacine filhotes desnutridos, intensamente parasitados por vermes intestinais, doentes ou com menos de 50 dias de vida. Trate-os e vacine quando estiverem bem.
- Em condições ideais, procure vacinar o filhote a partir dos 60 dias de vida, para minimizar riscos de reações adversas.
- Se possível, ao invés de levar o filhotinho à clínica para ser vacinado, peça ao veterinário que venha atendê-lo em domicílio. Isso reduz as chances de que ele se infecte no consultório.
- Se possível, evite aplicar a vacina V10 em um filhote tão novinho. Ele não tem condições de montar uma resposta imune adequada para tantos antígenos – as doenças mais importantes são a parvovirose e a cinomose – e a V10 tem maior potencial de provocar reações adversas imediatas ou tardias, devido principalmente à presença de quatro leptospiras.
- As vacinas mais seguras, em ordem de segurança, para a 1ª imunização, são: V2, V6 e V8.
- Mantenha o filhote dentro de casa e só permita que ele entre em contato com animais devidamente vacinados.

85-90 dias (3 meses):

  • Ou 1 dose de V6 (protege contra cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa canina, parainfluenza, coronavirose e adenovirose tipo II – não contém leptospira, a fração considerada a mais alergênica das vacinas).
  • Ou 1 dose de V8 (protege contra todas as doenças da V2 + leptospirose).
Observações:
- Intervalos de 21-30 dias são mais seguros do que intervalos de 15 dias. Além disso, é importante que o protocolo vacinal do filhote termine aos 4 meses, pois a partir dessa idade, a aplicação de uma vacina de marca idônea e que tenha sido bem conservada, tem 98% de chance de conferir proteção duradoura. Isso acontece,porque o filhote pode apresentar anticorpos maternos até por volta de 3 meses e meio, e esses anticorpos impedem as vacinas de induzirem  uma boa proteção.
- Se quiser socializar seu filhote, procure fazê-lo passeando com ele de carro, com os vidros fechados, ou receba visitas e cães saudáveis e vacinados em casa. Não adiante o protocolo vacinal. Intervalos quinzenais podem resultar no término da série de vacinas de filhote antes dos 3 meses e meio, o que não é recomendável.
- Nessa idade, estando o filhote um pouco mais velho, é interessante aplicar V6 ou V8. Opte pela V8 se existir risco do filhote se infectar com a bactéria que causa leptospirose. Filhotes que moram em casas por onde passam ratos e que dormem em ambiente externo, por exemplo, correm risco de contraírem a doença.
- A V10 continua não tendo um bom custo-benefício. A diferença entre a V8 e a V10 é que a V10 contém duas leptospiras a mais. No entanto, essas leptospiras acometem mais animais silvestres, resultam em doença branda e pouco ocorrem no Brasil. Em tempo, as porções de leptospiras são as mais “alergênicas” das vacinas, em função da presença de adjuvantes, substâncias que “irritam” o sistema imunológico para potencializar a produção de anticorpos.
- Se seu cãozinho corre risco de se infectar com leptospirose, saiba que é necessária a aplicação de duas doses, com intervalo médio de 21-30 dias, para que a proteção ocorra. Ou seja, se o filhote receber uma dose de V8 aos 90 dias e receber uma V6 (vacina sem lepto) aos 120 dias, ele não estará imunizado contra a doença. Se a intenção é protegê-lo contra leptospirose, ele deve receber uma dose de V8 aos 90 dias e outra dose de V8 aos 120 dias.

115-120 dias (4 meses):

  • Ou 1 dose de V6 (protege contra cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa canina, parainfluenza, coronavirose e adenovirose tipo II – não contém leptospirose, a fração considerada a mais alergênica das vacinas).
  • Ou 1 dose de V8 (protege contra todas as doenças da V6 + leptospirose).
Observações:
- A partir dos 4 meses de idade o filhote não apresenta mais anticorpos maternos circulantes, o que resulta em uma eficácia de proteção vacinal superior a 98%.
- Aguarde cerca de dez dias após essa última dose para expor seu cãozinho ao convívio com cães desconhecidos, em parques e praças, a fim de que a vacina possa surtir efeito.
- Se possível, não aplique a vacina antirrábica junto com a V6 ou V8. Dê um intervalo de pelo menos  30 dias. A aplicação de várias vacinas simultaneamente pode exigir muito do organismo e aumenta os riscos de ocorrerem reações adversas imediatas e/ou tardias. A raiva não é uma preocupação para cães que vivem nas cidades. É perfeitamente possível aguardar um pouquinho mais e realizar a aplicação aos 5 ou 6 meses, por exemplo.
- As vacinas contra giardíase e contra dermatofitose (micose) são consideradas “não-recomendadas” nos Estados Unidos, Europa, Canadá e Oceania (DAY, HORZINEK, SCHULTZ, 2010). Essas doenças geralmente são brandas e têm tratamento eficaz. Além disso, trabalhos científicos independentes mostraram que as vacinas contra giardíase e dermatofitose não são eficientes e protegem os cães por pouco tempo (até 1 ano).
- A vacina contra “tosse dos canis” é considerada opcional por pesquisadores de Imunologia Veterinária em todo o mundo (DAY, HORZINEK, SCHULTZ, 2010). Pode ser interessante para cães que vivem em ambientes repletos de cães ou que freqüentam exposições ou provas esportivas caninas. Tem eficácia moderada, já que freqüentemente os microorganismos causadores da “tosse” não são aqueles contidos na vacina. A doença tem tratamento e, em geral, tem bom prognóstico. A vacina protege por no máximo 1 ano.
-  A partir dos 4 meses de idade, seu filhote pode começar a receber as três doses da vacina que protege contra a Leishmaniose Visceral Canina, que deve ser aplicada em intervalos de 21 dias. Converse com o veterinário de sua confiança e se informe sobre essa vacina.

150-180 dias (5-6 meses):

  • 1ª dose da vacina antirrábica
Observações:
- Prefira vacinar seu filhote no consultório veterinário – e não em campanhas. É mais seguro e você obtém o exame físico veterinário que deve acompanhar todas as vacinações do seu cãozinho.

1 ano e 4 meses:

  • Reforço da V6 ou V8
Observações:
- A V10 continua não tendo um bom custo-benefício. A diferença entre a V8 e a V10 é que a V10 contém duas leptospiras a mais. No entanto, essas leptospiras acometem mais animais silvestres, resultam em doença branda e pouco ocorrem no Brasil. Em tempo, as porções de leptospiras são as mais “alergênicas” das vacinas, em função da presença de adjuvantes, substâncias que “irritam” o sistema imunológico para potencializar a produção de anticorpos.
- As vacinas contra giardíase e contra dermatofitose (micose) são consideradas “não-recomendadas” nos Estados Unidos, Europa, Canadá e Oceania. Essas doenças geralmente são brandas e têm tratamento eficaz. Além disso, trabalhos científicos independentes mostraram que as vacinas contra giardíase e dermatofitose não são eficientes e protegem os cães por pouco tempo (até 1 ano).  (DAY, HORZINEK, SCHULTZ, 2010)
- A vacina contra “tosse dos canis” é considerada opcional por pesquisadores de Imunologia Veterinária em todo o mundo. Pode ser interessante para cães que vivem em ambientes repletos de cães ou que freqüentam exposições ou provas esportivas caninas. Tem eficácia moderada, já que freqüentemente os microorganismos causadores da “tosse” não são aqueles contidos na vacina. A doença tem tratamento e, em geral, tem bom prognóstico. A vacina protege por no máximo 1 ano (DAY, HORZINEK, SCHULTZ, 2010).
- A partir dessa idade, tendo recebido 4 doses de V6 ou V8, de marca idônea,  seu cão estará protegido contra cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa canina por 9 anos ou mais, contra coronavirose por toda a vida, contra parainfluenza e adenovirose tipo II por pelo menos 7 anos, de acordo com inúmeros trabalhos científicos recentes publicados por pesquisadores veterinários líderes em Imunologia e Infectologia de todo o mundo (DAY, HORZINEK, SCHULTZ, 2010). Daqui para frente, seu cão não precisa mais receber V6 ou V8 anualmente. Ele pode perfeitamente passar a receber um reforço a cada 3 ou 5 anos. Células de memória foram formadas – por essas 4 aplicações – e elas perduram por muitos e muitos anos, possivelmente, por toda a vida do animal. Se porventura ele entrar em contato com a doença, essas células imediatamente passarão a “fabricar” anticorpos que evitarão essas doenças.
- Se a intenção é manter seu cão protegido também contra leptospirose, leishmaniose visceral canina e “tosse dos canis”, essas vacinas sim, precisarão ser aplicadas anualmente, já que induzem a uma proteção de curta duração. Felizmente, já existem vacinas que protegem exclusivamente contra leptospirose. Isso permite que você aplique essa vacina anualmente (por exemplo: um mês antes da época de chuvas e calor, que é quando os riscos de contrair leptospirose aumentam), e aplique reforços de V6 (sem lepto) ou V8 a cada três anos ou mais, com segurança e eficiência. As vacinas contra “tosse dos canis” e leishmaniose visceral canina também são aplicadas separadamente.
- Cães que correm maior risco de contraírem leptospirose são os que frequentam áreas alagadiças, nadam em poças, caçam em matas, dormem fora de casa e/ou têm contato com ratos.
- Se possível, evite aplicar a vacina antirrábica juntamente com a V6 ou V8. Prefira aguardar um mês e aplicar antirrábica, para reduzir os riscos de reações vacinais adversas.

1 ano e 5-6 meses:

  • 1º reforço da vacina antirrábica
Observações:
- Prefira vacinar seu cão no consultório veterinário – e não em campanhas. É mais seguro e você obtém o exame físico veterinário que deve acompanhar todas as vacinações do seu cãozinho.
- Tendo recebido uma dose a partir de 4-6 meses e o 1º reforço da antirrábica um ano depois, o cão está protegido contra a raiva por pelo menos 3-5 anos, de acordo com estudos científicos. No entanto, a legislação brasileira infelizmente ainda obriga o reforço anual de antirrábica.

Fonte: Cachorro Verde


Referências bibliográficas

ABDELMAGID, Omar Y et al. Evaluation of the Efficacy and Duration of Immunity of a Canine Combination Vaccine Against Virulent Parvovirus, Infectious Canine Hepatitis Virus, and Distemper Virus Experimental Challenges.Veterinary  Therapeutics, v. 5, No. 3, outono de 2004, p.173-186.
BENITES, Nilson R. Utilização de Medicamento Homeopático na Prevenção da Cinomose.Clínica Veterinária, Ano VII, n. 39, jul/ago, 2002, p. 54-56.
BENITES, Nilson R. Utilização de Medicamento Homeopático na Prevenção da Cinomose.Clínica Veterinária, n. 39, jul/ago de 2002. p.54-56.
BENITES, Nilson R; MELVILLE, Patricia A. Utilização de Silicea em processos dermatológicos pós-vacinais. Cultura Homeopática. V.3. no. 6. jan/fev/mar de 2004. p. 14-16. Disponível em: . Acesso em: 31 de out. 2010. 11:14:30.
BÖHM, M, et al. Serum Antibody Titres to Canine Parvovirus, Adenovirus and Distemper Virus in Dogs in the UK Which had not been Vaccinated for at Least Three Years. The Veterinary Record, abril de 2004. p. 457-462.
COYNE, M, J, et al. Duration of Immunity in Dogs After Vaccination or Naturally Acquired Infection. The Veterinary Record, 27 de out de 2001. p. 509-515.
DAY, Michael J. Infectious Triggers of Immune-Mediated Disease.World Small Animal Veterinary Association World Congress Proceedings.2004. Disponível em: . Acesso em 12 de out de 2010, 13:54:40.
DAY, M.J; HORZINEK, M.C.; SCHULTZ, R.D. Guidelines for the Vaccination of Dogs and Cats.Journal of Small Animal Practice. Vol. 51. Jun/2010. p. 1-30. Disponível em: < http://www.wsava.org/PDF/Misc/VaccinationGuidelines2010.pdf>. Acesso em: 01 de out. de 2010. 19:13:10.
DEBOER, Douglas J et al. Safety and Immunologic Effects After Inoculation of Inactivated and Combined Live-Inactivated Dermatophytosis Vaccines in Cats. American Journal of Veterinary Research, v. 63. No.11. nov.de2002. p. 1532-1537.
DESHPANDE, Muralidhar S et al. Evaluation of the Efficacy of a Canine Influenza Virus (H3N8) Vaccine in Dogs Following Experimental Challenge. Veterinary Therapeutics, Vol. 10, No. 3. Outono, 2009. p. 103-112.
DERBYSHIRE, J, B; MATTHEWS, K.A. Rabies Antibody Titres in Vaccinated Dogs. Canadian Veterinary Journal, V. 25, 1984. p. 383-385.
DODDS, Jean W. Vaccine Protocols for Dogs Predisposed to Vaccine Reactions. Disponível em: . Acesso em 02 de out. de 2010, 11:50:45.
DODDS, Jean W. Clinical Approaches to Managing and Treating Adverse Vaccine Reactions.Disponível em: . Acesso em: 10 de out. 2010. 2008.
DODDS, Jean W. Changing Vaccine Protocols. 2002. Disponível em: . Acesso em: 02 de out. de 2010. 21:25:50.
DODDS, Jean W. The Immune System and Disease Resistance. Disponível em: . Acesso em: 15 de set de 2010, 08:38:15.
DODDS, Jean, W. Adverse Vaccine Reactions. Disponível em: . Acesso em: 02 de out de 2010, 10:15:10.
ELLIS, John, A et al. Comparative Efficacy of an Injectable Vaccine and an Intranasal Vaccine in Stimulating Bordetella bronchiseptica-reactive antibody responses in seropositive dogs.Journal of American Veterinary Medical Association, v. 220.No. 1.jan.de 2002. p. 43-48.
ETTINGER, Stephen J; FELDMAN, Edward C. Textbook of Veterinary Internal Medicine. 6ª Ed. Editora Elsevier Saunders, 2005. p. 600-603; 1762-1763; 1896-1897.
PHILLIPS, Tom et al. Effects of Vaccines on the Canine Immune System. Canadian Journal of Veterinary Research. 1989, v. 53, p. 154-160.
HOGENESCH, Harm et al. Effect of Vaccination on Serum Concentrations of Total and Antigen-Specific Immunoglobulin E in Dogs. American Journal of Veterinary Research, v. 63, No. 4, abril de 2002, p. 611-616.
HORZINEK, Marian C; THIRY, Etienne. Vaccines and Vaccination: the Principles and the Polemics. Journal of Feline Medicine and Surgery. 2009. Vol. 11. p. 530-537.
HORZINEK, Marian C. Vaccine Use and Disease Prevalence in Dogs and Cats. Veterinary Microbiology, 117, 2006. p. 2-8.
JORDAN, Patricia. Vaccinations and How They Disrupt the Immune System. 2010. Disponível em: < http://thewholedog.org/wholedognews/?p=541>. Acesso em 09 de set de 2010, 09:35:20.
LEONARDOS, Helena. Sarcoma Associado ao Local de Aplicação de Injetáveis em Gatos.Goiânia: UNIPINHAL, 2006. 17p. Monografia (Especialização) – lato sensu em Clínica Médica e Cirúrgica em Pequenos Animais, Centro Regional Universitário de Espírito Santo do Pinhal, 2006.
KASS, Philip et al. Multicenter Case-Control Study of Risk Factors Associated with Development of Vaccine-Associated Sarcomas in Cats. Journal of American Veterinary Medical Association, Vol 22, n. 9, novembro 2003. p. 1.283- 1.292.
KOHN, B et al. Polyarthritis Following Vaccination in Four Dogs. Veterinary Comparative Orthopaedics and Traumatology. 2003. p.6-9.
MELLAMBY, R, J et al. Immune-Mediated HaemolyticAnaemia Associated with a Sarcoma in a Flat-Coated Retriever. Journal of Small Animal Practice. Vol. 45, jan de 2004, 21-24.
MEYER, D.J; COLES, Embert H; RICH, Lon J. Medicina de Laboratório Veterinária. Interpretação e Diagnóstico. São Paulo, ed. Roca, 2003, p. 263 – 264.
MOORE, George et al. Adverse Events Diagnosed Within Thee Days of Vaccine Administration in Dogs. Journal of American Veterinary Medical Association, Vol 227, n. 7, outubro de 2005. p. 1102-1108.
MOUZIN, Douglas E et al. Duration of Serologic Response to Three Viral Antigens in Cats.Journal of American Veterinary Medical Association, v. 224, No. 1, jan de 2004, p. 61-66.
MURRAY, Kristy O; HOLMES, Kelly C; HANLON, Cathleen A. Rabies in Vaccinated Dogs and Cats in the United States, 1997-2001. Journal of American Veterinary Medical Association, v. 235, No. 6, set 2009, p. 691-695.
NELSON, Richard W; COUTO, C Guillhermo. Medicina Interna de Pequenos Animais. 3a edição. Rio de Janeiro, ed. Elsevier, 2010, p.1304 -1310.
NEWMAN, Shelley J et al. Investigation of Repeated Vaccination as a Possible Cause of Glomerular Disease in Mink. The Canadian Journal of Veterinary Research. Vol. 66, 2002. p. 158-164.
NICHOLS, Patrick R; MORRIS, Daniel O; BEALE, Karin, M. A Retrospective Study of Canine and Feline Cutaneous Vasculitis.Veterinary Dermatology, 2001, v. 12, p. 255-264.
PALATNIK-DE-SOUZA, Clarisa B et al. Decrease of the Incidence of Human and Canine Visceral Leishmaniasis After Dog Vaccination with Leishmune ® in Brazillian Endemic Areas. Vaccine 27. 2009. p. 3505-3512.
PAYNE, Patricia A. Efficacy of a combination febantel-praziquantel-pyrantel product, with or without vaccination with a comercial Giardia vaccine, for treatment of dogs with naturally ocurring giardiasis. Journal of the American Veterinary Medical Association, v. 220, n.3, 2002.p. 330-334.
RASHID, A et al. Risks of Vaccination: a Review. Journal of Venomous Animal Toxins including Tropical Diseases, v. 15, No.1, 2009, p. 19-27.
MOORE, George E; HOGENESCH, Harm. Adverse Vaccinal Events in Dogs and Cats. Veterinary Clinics of North America: Small Animal Practice, 2010, v. 40, p.393-407.
ROTH, James. Adjuvants in Veterinary Vaccines: Modes of Action to Enhance the Immune Response & Potential Adverse Effects.Disponível em:. Acesso em: 17 de out. 2010. 16:45:20.
SCHULTZ, Ronald D. An Update on What Everyone Needs to Know About Canine and Feline Vaccination Programs.PROCEEDINGS OF THE 2008 AANNUAL CONFERENCE OF THE AHVMA.Disponível em: http://www.kanabvet.com/articles/Schultz_Vaccinations.pdf.> Acesso em: 23 de out. 2010. 13:14:10.p. 333 a 344.
SCOTT-MONCRIEFF, Catharine J et al. Lack of Association Between Repeated Vaccination and Thyroiditis in Laboratory Beagles. Journal of Veterinary Internal Medicine, 2006, Vol. 20. p. 818-821.
SCOTT-MONCRIEFF, Catherine J et al. Evaluation of Antithyroglobulin Antibodies After Routine Vaccination in Pet and Research Dogs. Journal of American Veterinary Medical Association, v. 221, No. 4, ago de 2002, p 515-521.
SHAW, Stephen et al. Temporal Changes in Characteristics of Injection-Site Sarcomas in Cats:392 Cases (1990-2006). Vol. 234, No.3. Fev. 2009. p. 376-380.
STRASSER, Alois et al. Immune Modulation Following Immunization with Polyvalent Vaccines in Dogs. Veterinary Immunology and Immunopathology, vol. 94, 2003, p. 113-121.
The 2006 American Association of Feline Practitioners. Feline Vaccine Advisory Panel Report.Journal of American Veterinary Medical Association, v. 229, n. 9, nov. de 2006, p.1405 – 1441. Disponível em:< http://www.catvets.com/uploads/PDF/2006_Vaccination_Guidelines_JAVMA_Plus.pdf>. Acesso em 08 de out. de 2010, 20:35:40.
THIRY, E; HORZINEK, M.C. Vaccination Guidelines: a Bridge Between Official Requirements and the Daily Use of Vaccines. Rev. sci. tech. Off. Int. Epiz., 2007, 26 (2), p. 511-517.
TWARK, Lisa; DODDS, Jean.Clinical Use of Serum Parvovirus and Distemper Virus Antibody Titers for Determining Revaccination Strategies in Healthy Dogs.Journal of American Veterinary Medical Association, v. 217.No. 7.out. de 2001. p.1021-1024.
VASCELLARI, M et al. Fibrosarcomas at Presumed Sites of Injection in Dogs: Characteristics and Comparison with Non-Vaccination Site Fibrosarcomas and Feline Post-VaccinalFibrosarcomas.Journal of Veterinary Medicine. 2003, v. 50, p. 286-291.
VITALE, Carlo B; GROSS, Thelma L; MAGRO, Cynthia M. Vaccine-induced Ischemic Dermatopathy in the Dog. Veterinary Dermatology, 1999, v. 10, p. 131-142.
WOLF, Alice M. Canine and Feline Vaccination: Protocols, Products, and Problems. 110th Penn Annual Conference, 2010. Proceedings. Disponível em: < http://www.vet.upenn.edu/Portals/0/images/Calendar/PAC%202010%20-%20Proceedings.pdf>.  Acesso em: 13 de out de 2010, 7:45:50.