20 de outubro de 2011

Açaí tem potencial anticancerígeno, revela estudo

O segredo da fruta seriam seus antioxidantes. Foto: Divulgação


Mais uma indicação do potencial anticancerígeno do açaí acaba de ser anunciada. Um grupo norte-americano publicou artigo no Journal of Agricultural and Food Chemistry em que descreve como os antioxidantes contidos no fruto originário da Amazônia conseguiram destruir células cancerosas.

O estudo mostra que os extratos do açaí foram capazes de estimular a destruição de até 86% das células de leucemia testadas. “O açaí é considerado uma das mais ricas fontes de antioxidantes e esse estudo representa um importante passo no sentido de entender os possíveis ganhos com o uso de bebidas, suplementos dietéticos e outros produtos feitos com o fruto”, disse Stephen Talcott, professor do Instituto de Ciências Alimentícias e Agrícolas da Universidade na Flórida, em comunicado da instituição.

O pesquisador ressalta que os resultados não significam que o fruto possa prevenir leucemia em humanos. “Nós trabalhamos com um modelo de cultura celular e não queremos dar falsas esperanças a ninguém. Mas os resultados encontrados até o momento são encorajadores, pois compostos que mostram boas atividades contra células cancerosas em modelos em laboratório têm potencial para oferecer efeitos benéficos no organismo humano”, disse.

Talcott lembra também que estudos anteriores indicaram a capacidade de destruir células cancerosas de antioxidantes contidos em outros frutos, como uvas, goiabas e mangas. Segundo o pesquisador, ainda não se sabe muito bem quais são os efeitos dos antioxidantes em tais células no organismo humano, uma vez que fatores diversos como absorção de nutrientes, metabolismo e outros processos bioquímicos podem influenciar a atividade dessas substâncias.

O grupo de Talcott está em meio a outro estudo, com conclusão prevista para este ano, para investigar os efeitos dos antioxidantes do açaí, conhecido nos Estados Unidos como “brazilian berry”, em voluntários saudáveis. A pesquisa pretende determinar como esses componentes são absorvidos pelo sangue e como eles afetam a pressão sangüínea, os níveis de colesterol e outros indicadores.

Os pesquisadores pretendem também conhecer melhor o fruto amazônico, que estimam ter pelo menos 75 componentes ainda não identificados. “Um dos motivos por que conhecemos tão pouco a respeito do açaí tem a ver com o fato de ele ser altamente perecível, sendo usado tradicionalmente logo após a colheita. Como produtos feitos a partir do fruto processado existem há poucos anos, cientistas de outros países ainda não tiverem muita oportunidade de estudá-lo”, explica Talcott.

O cientista destaca ainda que muito tem se falado sobre as propriedades do açaí, mas que a maioria delas não foi comprovada cientificamente. “Estamos apenas começando a entender a complexidade do fruto e seus efeitos para a promoção da saúde”, disse.

O grupo da Universidade da Flórida é um dos primeiros de fora do Brasil a estudar o açaí. O fruto é produzido pela palmeira Euterpe oleracea, planta típica de várzea. 

Fonte: FAPESP

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